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NACIONAL

Ativistas reivindicam participação política como direito da mulher

Subcomissão debateu a ocupação dos espaços de poder pelas mulheres

 


Paula Laboissière

Brasília - As chuvas, ao contrário do ano passado, deixaram de ser problema para a safra de grãos no Brasil neste início de ano. A melhor distribuição pluviométrica em todas as regiões deve levar à maior safra de grãos da história do país - 139,3 milhões de toneladas. A informação foi divulgada ontem pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

“Acho que chegamos ao limite [da produtividade]. A safra já está sendo colhida, as várias produções já cresceram e se desenvolveram. Embora o clima tenha se mostrado seco em algumas áreas, choveu na hora exata e isso foi muito bom.”

O resultado positivo é parte do sexto levantamento nacional do ciclo 2007/2008. A produção no período deverá ser 5,8% maior que a colheita anterior - 131,7 milhões de toneladas. De acordo com o estudo, a soja aparece como o produto de maior destaque na produção, com 59,7 milhões de toneladas. Em seguida está a produção de milho total, com 55,3 milhões de toneladas.

Já o feijão 1ª safra, se comparado à produção de fevereiro, registrou queda de 3,6%, com um total de 1,35 milhão de toneladas. O alimento foi o item da cesta básica que teve maior alta entre dezembro de 2006 e janeiro de 2008 – na maior parte do país, o produto subiu mais de 100%. Stephanes destaca que o problema das secas e da estiagem voltou a interferir na produção do feijão.

“Por isso que os preços caíram pouco mais de 25% no período. Esperávamos que caísse mais, mas como tivemos uma queda, o preço ainda se manteve alto. Hoje, deve estar em torno de R$ 140 ou R$ 150 a saca, conforme a localidade. Mas, com a segunda safra que está sendo plantada agora e pelo vigor do plantio, a gente espera que em abril os preços efetivamente retornem ao patamar, possivelmente abaixo dos R$ 100. Vamos depender do clima no período.”

Em relação à área cultivada, o plantio total ocupa cerca de 46,7 milhões de hectares - 1,2% maior que área referente ao período 2006/2007. As lavouras de soja foram responsáveis pelo maior aumento, com 1,6% a mais de área, passando de 9,49 milhões de hectares para 9,64 milhões. Já o feijão 1ª safra registrou queda na área cultivada de 14,3% (de 1,56 milhão de hectares para 1,34 milhão).

“Hoje, normalmente, os avanços de área estão se dando na pastagem. Na produção de soja, estamos praticamente com as áreas estabilizadas e apenas com ganhos de produtividade. Tivemos um pequeno aumento na área do milho em dois estados – Mato Grosso e Paraná – mas avançamos em cima da pecuária, do algodão ou da soja”, disse o ministro.

Para Stephanes, o cenário para a próxima safra se mantém otimista e com “demanda aquecida”, sobretudo para a exportação.

“Aquilo que historicamente vinha acontecendo – os preços dos produtos agrícolas caíam e puxavam a inflação para baixo em relação aos demais produtos e serviços – aparentemente está se invertendo. Hoje, o mundo que era de oferta de produtos agrícolas passa a ser um mundo de demanda por produtos agrícolas. É aí que o Brasil e o produtor se situam em condições melhores hoje do que no passado e com perspectivas futuras muito boas.”

O levantamento foi realizado pelo Ministério da Agricultura, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e com a colaboração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram colhidos entre os dias 18 e 22 de fevereiro com a participação de cooperativas, órgãos públicos e privados, agentes financeiros e produtores dos principais estados do país.

O IBGE também divulgou ontem, no Rio de Janeiro, a estimativa para a produção agrícola nacional neste ano, de 139,6 milhões de toneladas, 5,1% maior que a safra obtida em 2007 (132,9 milhões de toneladas). Segundo o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto, as duas instituições têm trabalhado para diminuir as diferenças entre as projeções para a safra de grãos. “O IBGE e a Conab têm estreitado o diálogo. Houve uma compatibilização de dados e isso é muito bom.” (Agência Brasil)Ana Luiza Zenker

Brasília - A reforma política e o acesso das mulheres a altos cargos públicos foram alguns dos assuntos mais discutidos ontem durante audiência na Subcomissão Permanente de Defesa das Mulheres do Senado Federal que debateu a ocupação dos espaços de poder pelas mulheres.

O evento, que lembrou o Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo sábado (8), reuniu mulheres que atuam em diversas áreas da sociedade, como a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fátima Nancy Andrighi, a jogadora de basquete Hortência Marcari, a cantora Leci Brandão e a secretária executiva da Articulação de Mulheres Brasileiras, Sílvia Camurça.

“O movimento das mulheres considera a participação política uma parte dos direitos da mulher”, afirmou Sílvia Camurça. A ativista defendeu que sejam feitas mudanças na lei que determina as cotas para mulheres nas eleições.

O tema das cotas também foi lembrado por outras presentes, como a deputada Sandra Rosado (PSB-RN). “Não podemos aceitar que os 30% [de cotas para mulheres candidatas nos partidos políticos] fiquem apenas como uma direção”, afirmou. A deputada defendeu uma revisão da lei para que sejam incluídas penalidades para os partidos que não preencherem as vagas destinadas às mulheres. De acordo com ela, atualmente são 10 as mulheres senadoras e 46 deputadas, no Brasil.

A ministra Nilcéa Freire, titular da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM), lembrou que o Brasil, atualmente, está no 151º lugar no ranking da União Interparlamentar (UIP), no que se refere à participação política das mulheres em parlamentos. “A área onde o Brasil está atrasado é na ocupação dos espaços de poder e representação parlamentar”, disse.

Nilcéa afirmou que, na Argentina, quase 50% das vagas no Parlamento já são ocupadas por mulheres. A ministra disse que os países mais avançados nessa questão têm, na sua legislação, sanções para o não-cumprimento da cota de participação feminina, como a suspensão do repasse do recurso do fundo partidário.

Ela defendeu que “não é porque as mulheres não gostam de política, não queiram participar que nós temos essa participação tão pequena, tão minoritária”, mas porque “ainda hoje, pelo acúmulo de tarefas que as mulheres têm, fica muito difícil a participação das mulheres nos partidos políticos e nos pleitos”.

Para Leci Brandão, o preconceito com relação às mulheres que chegam ao poder ainda é muito presente na sociedade. Ela lembrou que cerca de metade da população brasileira é feminina. “Por que, então, não temos as mulheres correspondentes a esse percentual ocupando espaços de poder?”, questionou. (Agência Brasil)

 
 
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Rio Branco-AC, 7 de março de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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