RENATA BRASILEIRO
Dez minutos, vinte minutos, trinta minutos. Até aí é tolerável que o cliente espere na fila de um caixa do banco, de acordo com a lei municipal de Rio Branco, de 6 de março de 2007. Se o tempo estourar, os clientes poderão denunciar a instituição ao Procon, e ela estará sujeita a uma multa que varia de preço conforme a gravidade do desrespeito à lei.
É assim que o Procon pretende atuar a partir da segunda quinzena deste mês: multando. Isso porque havia sido acordado entre os gerentes de todos os bancos que funcionam na capital acreana que uma adequação deveria acontecer para que os clientes passem o mínimo de tempo possível na fila de um caixa.
Para tanto, concursos deveriam ter sido oferecidos para a contratação de mais funcionários, segundo o chefe da Divisão de Fiscalização do Procon, Otacílio Minassa. “Os gerentes alegaram que para agilizar o atendimento, precisariam contratar mais pessoas para trabalhar no caixa. Para isso foi dado o prazo de 150 dias. O prazo já estourou e nada foi feito. As reclamações continuam”, destacou.
A lei exigia ainda outras adequações para um atendimento de qualidade aos clientes, como a implantação de banheiros, assentos e bebedouros, já que na maioria das vezes, os clientes passam mais de uma hora dentro de uma agência. Estas exigências foram atendidas, segundo o chefe da fiscalização.
“Mas isso não é o suficiente. As maiores reclamações são com relação à demora no atendimento dos caixas. É nisso que vamos insistir até que o problema seja resolvido”, completou.
Minassa orienta aos clientes que não deixem ser lesados pelo banco. Caso sua espera na fila do caixa demore mais de 30 minutos, é aconselhável que o cliente vá ao Procon, munido de documentos pessoais e da senha expedida pelo banco, com os horários devidamente anotados, da hora em que pegou a senha até a hora em que foi atendido. “As pessoas precisam reclamar aqui no Procon para que possamos agir”, alerta.
Dos bancos que mais têm problema com a questão da demora no atendimento é a Caixa Econômica Federal (CEF). Lá, as pessoas chegam a passar uma hora a espera do atendimento. O problema, no entanto, é explicado pela quantidade de serviços que o banco oferece, como o pagamento de programas sociais do Governo Federal, paralelo a pagamentos de aposentados e atendimentos corriqueiros a clientes. “Mas isso não é justificativa. A Caixa Econômica, assim como os demais bancos, precisa contratar mais funcionários urgentemente”, disse.
Vale lembrar que a lei municipal que institui o tempo de espera dos clientes em filas vale somente para filas de caixas. Clientes que são atendidos por gerentes ou até mesmo funcionários em aberturas de contas, negociação e outros serviços não são considerados pela lei.
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