WHILLEY ARAÚJO
Com o objetivo de fortalecer a luta contra o trabalho infantil no Acre, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) promove, nos dias 11 e 12 deste mês, no clube Samambaia em Cruzeiro do Sul, um ciclo de eventos referente ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, que é celebrando anualmente em 12 de junho.
As atividades referentes à data acontecem pela primeira vez no vale do Juruá. Isso porque a região é apontada como uma das piores do Estado no que diz respeito aos focos de trabalho infantil, principalmente nas casas de farinha.
A abertura oficial do evento será feita na próxima quarta-feira com o lançamento da Campanha Educativa de Combate ao Trabalho Infantil, promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Estadual (MPE). Em seguida serão apresentados e discutidos alguns dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relacionados à prática dessa atividade no Acre. A programação do dia terá seqüência com a realização de oficinas temáticas.
Já no dia 12 (quinta-feira), serão promovidas atividades lúdicas, como esportes coletivos, jogos recreativos, apresentações de vídeos, contação de história e apresentação de capoeira, patins e outros.
“Queremos convidar toda a população do Estado para participar em Cruzeiro do Sul dos dois dias de atividade envolvendo MPE, MPT, Conselho Tutelar, prefeitos, comissões do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e secretarias de Ação Social. Serão dois dias de discussões, desafios, comemorações e também um momento de assumirmos novos compromissos, como a intensificação do combate ao trabalho infantil”, destaca Manuel Neto, delegado da DRT..
Ele conta que a DRT desenvolve um planejamento anual onde todos os auditores são obrigados a cadastrar crianças encontradas exercendo trabalho formal ou informal. “Nesses casos, a multa para o empregador varia de acordo com a quantidade de crianças que estão empregadas no estabelecimento”, alerta Neto “Para reduzir essa mão-de-obra estamos realizando estratégias envolvendo as comunidades, escolas e a família, pois sabemos que o melhor espaço para a criança se desenvolver é dentro da sala de aula, de forma saudável e digna”, acrescenta.
|