COTIDIANO

Morhan presta atendimento
gratuito no centro da capital

 

WHILLEY ARAÚJO

Visando alertar a população rio-branquense sobre a hanseníase, o Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase no Acre (Morhan-AC), em parceria com o Programa de Dermatologia Sanitária do Estado, realizou na manhã de ontem testes gratuitos e prestou informações sobre a doença no centro da capital.

A atividade teve início às 8 horas da manhã e se estendeu até as 17 horas. O atendimento aconteceu em uma tenda instalada no Calçadão da Benjamin Constant, com a presença de dois membros do Morhan e dois técnicos em Hanseníase do Programa de Dermatologia.

Na oportunidade, a técnica em Hanseníase Maria de Fátima explicou à população que a doença é causada por um micróbio que atinge a pele e os nervos, um problema de saúde pública no Brasil.

“No caso de pessoas que apresentam manchas, é feito um teste térmico com um tubo de ensaio quente e um frio, para sabermos se a sensibilidade naquela área está igual ao de outros locais. Em caso de alteração de sensibilidade, a hanseníase estará automaticamente diagnosticada”, afirmou Fátima.

Ela acrescenta que a hanseníase pode, ainda, ser paucibacilar (poucos bacilos), onde o tratamento ocorre durante um período de seis meses, ou, multibacilar (muitos bacilos), quando a enfermidade se torna transmissível e o tratamento é feito durante um ano. “Depois que o paciente inicia o tratamento a vida dessa pessoa continua normalmente, sem haver necessidade de isolamento, já que os bacilos expelidos são incapazes de infectar outras pessoas após o início do tratamento médico”, destacou a técnica em Hanseníase.

Segundo o coordenador do Morhan, Élson Dias, iniciativas como a realizada no dia de ontem continuarão acontecendo até o final do ano, sempre no quinto dia útil de cada mês, para que o maior número de pessoas possível possa ser atingido. Ele lembrou que a hanseníase não atinge somente as pessoas como uma idade avançada, mas também os jovens, sendo que o contágio acontece pelas vias respiratórias.

“Sendo assim, o nosso segundo passo é visitar escolas da rede pública, para alertamos os estudantes sobre os riscos da doença e as formas de prevenção. Vale ressaltar que a hanseníase vem atingindo a cada ano um número maior de pessoas. Então é necessário garantir o diagnóstico precoce dessa enfermidade”, pontuou Dias.

 

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Rio Branco-AC, 07 de junho de 2008
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