Banco do Brasil realiza exposição itinerante sobre a história da moeda
Val Sales
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) iniciou ontem, no Teatro Plácido de Castro, uma exposição itinerante sobre a história da moeda. A mostra acontece em comemoração aos 200 anos da instituição permanece no local até o dia 15. O material está disponível para a contemplação do público das 10h às 21h, exceto às segundas-feiras.
Também estarão expostas no local as diferentes cédulas, de diferentes projetos e momentos da economia brasileira. Isso incluiu os sistemas monetários e as mudanças de nome e de aparência do dinheiro. O Banco do Brasil é um dos vetores da História, iniciada no século XVI, em 1568, quando Dom Sebastião determinou a circulação de moedas portuguesas na terra descoberta em 1500.
Objetos empregados em diferentes momentos históricos do país como mediadores das relações comerciais são dispostos como evidências das diferentes fases do comércio e das finanças no Brasil. Os interessados, incluindo a classe estudantil, irão saber mais sobre a origem da circulação do metal monetário, tendo sido ela contemporânea do desenvolvimento das atividades agrícolas e das ocupações das terras.
De acordo com a história, no século 16, a moeda, tal qual hoje, era o real. Em poucos anos passou a ser chamada popularmente de “réis”. Somaram-se a ela moedas espanholas, hispano-americanas, holandesas e francesas que, apesar da variedade, não davam conta da totalidade do comércio e produtos como o açúcar, cacau e fumo passaram a fazer o papel de moedas.
Já a uniformização da circulação monetária se dá com o carimbo coroado. A medida foi adotada por Dom João IV, em 1640, pela qual imprimia uma marca nas moedas portuguesas e hispano-americanas, dando-lhes maior valor de compra. Somente no fim do século 17 era criada a Casa da Moeda no Brasil, que funcionava de forma itinerante. Ela saía de Salvador para o Rio, do Rio para o Recife e do Recife para o Rio, seguindo o fluxo das demandas econômicas.
A exposição mostra as diferentes etapas da origem monetária, marcada pelo “quartinho” (quarto de réis), pela “pataca” (inicialmente a moeda de 320 réis), pelo “patacão” (equivalente a 960 réis, criada logo após a chegada de D João VI ao Brasil) e pelos primeiros bilhetes emitidos pelo BB, a partir de 1910, inicialmente preenchidos e assinados à mão.
Papel moeda - A história do desenvolvimento monetário do país pode ser vista pelo público desde os idos de 1853, quando D Pedro II sancionou a lei segundo a qual o Banco do Brasil passou a ter exclusividade pela emissão do papel moeda em todo o território nacional.
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