COTIDIANO

Ex-presidente: decisão de conselheiros é uma afronta à Constituição

Regiclay Saady
Carlos Frederico divulgou carta na imprensa ontem


Andréa Zílio

A tranqüilidade no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Acre (CREA) foi ameaçada em grandes proporções desde a denúncia oficializada pelo ex-presidente Carlos Frederico, na semana passada, sobre a fraude de empresas em processos licitatórios.

Na noite da última quinta-feira, conselheiros do CREA decidiram em sessão ordinária afastar Carlos por improbidade administrativa. Mas ele explica que seu afastamento é resultado das diversas investigações que tem solicitado ao Ministério Público Federal (MPF) e de auditoria na própria instituição, em que denuncia esquema de corrupção.

A sessão ordinária que tirou o cargo de presidente do Conselho de Carlos Frederico contou com a presença de treze conselheiros. Segundo o ex-presidente, o documento que pede sua saída do cargo não tem qualquer comprovação de ilegalidade, possui dados mentirosos e afronta a constituição do CREA.

Antes mesmo da denúncia oficializada pelo ex-presidente ao MPF na semana passada, Carlos esclarece em nota que a recente auditoria do Conselho Federal, solicitada por ele, mexeu com os ânimos do lugar.

Veja trecho das declarações de Carlos Frederico em nota:

“O fato que ocorreu ontem na Plenária do CREA/AC, 313ª Sessão Ordinária, dia 5 de junho, através de um documento assinado por treze conselheiros, que não os culpo, e mostra claramente o preço a ser pago pela moralidade e transparência pública, incômodo causado a alguns. O documento além de eivado de inverdades, sem nenhum documento fato de comprovação, afronta claramente a nossa Constituição. E pelo que se deixou evidenciado, o motivo real do afastamento temporário da minha pessoa como Presidente é em função das nossas últimas ações: denúncia de empresas junto ao MPF com suspeição de falsificação de documento do CREA; e a recente Auditoria do Conselho Federal, solicitada pelo próprio Presidente do CREA na nossa contabilidade, administração, ações institucionais, renovação do terço, e um diagnóstico real do nosso Conselho. E, também o momento delicado que alguns processos investigatórios que correm dentro do Conselho, a maioria herdada por essa gestão, oriundos do MPF, TCU e Polícia Federal”.

 

 
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Rio Branco-AC, 7 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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