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Seringueiro pede ajuda do MPE para interferir em conflito no Amazonas |
![]() Albino esteve ontem na Coordenadoria do Meio Ambiente |
O seringueiro Albino Cunha do Nascimento procurou ontem a Coordenadoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) no Acre para que o órgão interfira em um conflito por posse de terras no Seringal Pirapora e Novo Andirá, em Boca do Acre, no Amazonas. Segundo ele, já houve a morte de um dos envolvidos no impasse nos últimos dias, o que exige que as autoridades tomem um posicionamento a respeito do problema. “Trata-se de uns 60 posseiros, que invadiram as terras há cerca de dois meses e agora estão praticando vários atos de vandalismo, inclusive fazendo ameaças de morte aos moradores antigos da localidade”, explicou. Entre os atos de vandalismo citados por Albino está a queima de casas, coleta irregular de castanha, extravio do leite da seringueira e tocaias nos ramais, onde agora as famílias são impedidas de passar. “Para nós é mais é mais fácil procurar recurso no Acre devido à distância. Esperamos que nosso problema seja resolvido para evitar que haja uma tragédia de maior proporção, já que as pessoas lá andam armadas”, ressaltou. Na sede da Coordenação de Meio Ambiente do Ministério Público, o seringueiro obteve a confirmação de que o setor já vem acompanhando há algum tempo os moradores dessas localidades, sendo que ultimamente eles têm procurado o órgão, em virtude de não conseguir contatar com as instituições públicas do Estado do Amazonas. Apesar de não ser de sua jurisdição, o MPE atende, orienta e encaminha, assim como já foi feito em relação ao Ministério Público Federal, que ao ficar ciente do problema enviou o caso para as autoridades do Amazonas. Os seringueiros da área são considerados como são trabalhadores pacíficos e que agora vivenciam um conflito, onde os novos ocupantes das terras andam armados. A chefa substituta da Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos do Incra do Amazonas, Núbia Rios, também esteve ontem no MPE acreano e ressaltou que o órgão amazonense tem acompanhado esses conflitos nos últimos quatro anos. “Como essa área está sob judice, ainda estamos aguardando o parecer da justiça federal para poder intervir”, acrescentou. Ela frisa que, enquanto a Justiça Federal não se posicionar a respeito do assunto, o Incra não tem como entrar na área para fazer um levantamento. “A partir desse posicionamento é que vamos entrar com uma ação conjunta dos órgãos do Estados do Amazonas, em parceria com o Acre, para tentar frear os conflitos”. | |
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