COTIDIANO

Homenagem póstuma

Tenente morto no cumprimento do dever recebe honras militares do governo do Acre

Cedida
Secretário Antônio Monteiro elogiou ontem ação da polícia na captura dos acusados do assassinato


O corpo do tenente Mariano Messias Neto, da Polícia Militar, foi sepultado às 16 horas desta sexta-feira no Cemitério São João Batista com honras militares. Neto foi baleado na cabeça por um homem não identificado ao tentar evitar que dois funcionários da empresa Coca-Cola fossem assaltados.

Na quarta-feira, em seu horário de folga, o oficial caminhava pela rua Belém, no bairro Estação Experimental, quando percebeu que um homem armado tentava assaltar os ocupantes de um caminhão da Coca-Cola. Armado com sua pistola 40 mm, o PM interveio, dando voz de prisão ao bandido.

No entanto, Neto não percebeu que havia um outro assaltante. Identificado como Fabiano Silva do Monte, conhecido como “Fábio” ou “Pangaré”, o rapaz disparou contra o policial, atingindo-o na cabeça. Antes, na troca de tiros, Neto havia acertado o primeiro envolvido, que ficou ferido na virilha.

O assaltante baleado foi identificado como Manoel Rodrigues Martins, de 29 anos, conhecido como “Manoelzinho”, que dez antes dias obtivera o benefício da progressão de regime para responsáveis por crimes hediondos. Manoelzinho cumpria pena no presídio de Rio Branco e está foragido. Ele teria recebido ajuda para cuidar do ferimento e os investigadores liderados pelo delegado José Barbosa já traçam o caminho seguido pelos possíveis cúmplices.

A Secretaria de Segurança Pública e o alto comando da PM já não têm mais dúvidas de que se trata de uma quadrilha, sendo que um de seus integrantes, Sony Arruda Farias, está preso. De acordo com as investigações, houve troca de tiros. O tenente atingiu um dos marginais na virilha. O outro bandido fez dois disparos e uma das balas atingiu em cheio a cabeça do militar. Os assaltantes fugiram numa motocicleta.

Socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o oficial ainda chegou a ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do pronto-socorro. Às 20h, os médicos anunciaram sua morte cerebral. “Ele fez o que qualquer um de nós, policiais militares, faria”, disse o comandante geral da corporação, Leandro Rodrigues.

Neto tinha esposa, dois filhos - um dos quais policial militar - e havia 25 anos trabalhava na PM. Em 2007, iria para a reserva.

Depoimentos - “Estamos empenhados em prender todos os envolvidos o mais rapidamente possível”, disse o secretário Antônio Monteiro, anunciando que serão ouvidos o auxiliar de enfermagem que fez o curativo em Manoelzinho e a pessoa que telefonou para ele pedindo ajuda em favor do assaltante.

Monteiro apresentou suas condolências à família do oficial assassinado, pedindo revisão da medida que beneficia envolvidos em crimes hediondos, que são geralmente pessoas de má índole e extremamente perigosas para a sociedade.

 

 
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Rio Branco-AC, 7 de outubro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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Da Redação
 
 
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