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Poeta acreano prepara novo livro Alessandro Borges lança nos próximos meses seu segundo trabalho, “No Jardim do Poeta”, com cerca de 170 poesias |
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O poeta Alessandro Borges está preparando uma coletânea para o novo livro que pretende lançar nos próximos meses, já que conseguiu a garantia de apoio do prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim. A obra, intitulada “No Jardim do Poeta”, terá uma média de 170 poesias, nas quais o autor mescla o romantismo e sua visão social e política. O primeiro livro publicado por Alessandro, “A Solidão Chora Saudade”, teve um conteúdo lírico no apelo da partida sem volta. Porém, segundo ele próprio, o poeta amadureceu e trilhou muitos caminhos que o fizeram mudar o estilo de trabalho. “Esse novo livro também tem romantismo, mas o meu trabalho na área social e a observância na política me fizeram mesclar o conteúdo dessa obra”, lembrou. Nas horas de folga, Alessandro trabalha na divulgação da cultura visando despertar novos talentos. Ele ministra palestras para crianças e jovens das escolas públicas e participa diretamente dos movimentos sociais como incentivador cultural. O poeta mora na rua Apucarana, 179, no bairro João Eduardo, e se coloca à disposição dos setores que estejam interessados em suas palestras. Mas a poesia também está no sangue de Alessandro, que derrama o coração em suas obras, inclusive quando se refere ao momento político brasileiro, como no texto a seguir: Mesma Querência Braços, mãos, cintilantes sonhos vão florescendo feito ventre de mãe parideira. Janelas de esmeraldas abertas rumo aos inatingíveis ideais. Um cântico de vitória em cada peito acreano. Águas limpas que placidamente vão brotando a latente esperança de um novo amanhecer. Estampando no rosto o mais encantante sorriso de realização. O coração vermelho, gloriosamente estrelado por um mesmo querer. Daqui a luz áurea da alma intensamente brilha em meio aos escombros. Também dá para ver as lamúrias dos cegos que gananciosamente sacrificaram a luz turva dos seus olhos. As ratazanas das vias públicas que seqüestravam em seus alforjes sórdidos a felicidade de tanta gente. O abismo negrume que malignamente incomunicava a vida do lazer. Os olhos do horizonte, o coração da verdade, os olhos da realidade. Braços e mãos se apegam como raiz frondosa junto as correntes implacáveis da unificação. Vão soberanamente alcançando forma de um gigantesco batalhão. Boto roxo do Antimari. Chico ecológico. Floresta encantada. Casinha sagrada de Xapuri. Nunca mais o diabólico som do maldito motosserra dilacerando nobres árvores de carne e osso. Nunca mais o ofegante regresso ao serpentuoso deserto. Nunca mais “o taxativo buraco do fim do mundo”. Nunca mais as lágrimas apáticas desbotando a bela cor mesclada da janela. Nunca mais o nosso glorioso “Acre” será o mesmo: pobre, velho, esquecido e amarrotado. Seja bem-vindo, excelentíssimo governador Arnóbio Marques. |
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