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Filiação ANJ Página 20 é o mais novo afiliado da entidade, que reúne os melhores jornais do país |
![]() Élson Dantas diz que filiação impõe mais responsabilidade |
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Mais uma grande vitória do jornalismo acreano. O Página 20 é o mais novo filiado da Associação Nacional de Jornais (ANJ), o mais importante órgão de defesa dos valores da imprensa, da liberdade de informação, expressão e independência dos meios de comunicação do Brasil, com grande influência em toda a América Latina. A filiação foi aprovada pela diretoria da ANJ e anunciada ontem pelo seu presidente, Nelson Sirotsky. O Página 20 é a própria história da resistência aos desmandos políticos e sociais incrustados no governo e em segmentos do Acre na década de 90 passada. Naquele período, o jornal lutou heroicamente contra a corrupção, a arrogância, o preconceito e a bandalheira próprios de grupos atrasados e conservadores – hoje sem força na política local. Das suas reportagens foram deflagradas operações policiais, investigações do Ministério Público ou inquéritos na Procuradoria da República, estimulando o surgimento de lideranças comunitárias e encorajando a luta dos políticos progressistas. Na sua primeira fase, denominou-se “Galinho Bom de Briga”, em alusão à trincheira em que seus jornalistas permaneceram para enfrentar a perseguição imposta pelas facções que dominavam o Estado. “Era uma loucura, dificuldade de todo lado, mas ao mesmo tempo era prazeroso fazer o jornal”, disse Marcos Vicentti, um dos primeiros funcionários da empresa. Fotógrafo premiado e reconhecido nacionalmente, Marcos iniciou como entregador do Página 20, serviço que fazia usando uma bicicleta. Quase uma década depois, esse mesmo ofício é executado com rapidez e confiabilidade com automóveis. INOVAÇÃO - O Página 20 já nasceu sob o signo da inovação. Foi o primeiro jornal a fazer circular suas notícias pela Internet, o que promoveu grandemente a repercussão de tudo que acontecia no Estado em uma época em que era fundamental que a sociedade brasileira soubesse o que se passava na região. Responsável pela coluna política mais lida do Acre, a “Poronga”, Leonildo Rosas foi um dos primeiros a chegar à redação do jornal e, para ele, a ANJ reconhece o esforço de quase uma década na luta pela qualidade da informação. “A filiação da ANJ é o reconhecimento por todo um trabalho de quase dez anos, em que o Página 20 passou por todo tipo de dificuldade, da falta de uma sede à falta de pessoal para fazer o jornal. Quando foi concebido pelo Stélio e pelo Élson, os empresários estabelecidos perguntavam: “Por que Página 20 se não vai chegar nem a cinco edições?”. Nessa época o Acre era dominado pelo que havia de pior na política brasileira e o jornal foi uma trincheira de resistência e luta por mudanças no Estado”, diz o jornalista, hoje um dos mais importantes da crônica política acreana. Forte apoio da ANJ O ingresso nos quadros da ANJ tem grande significado empresarial, mas principalmente amplia a importância editorial do Página 20, já consagrado na região amazônica. A ANJ passa a dar apoio em questões de interesse dos jornais brasileiros junto ao Congresso Nacional, Ministérios, órgãos públicos e entidades civis; acompanhamento dos acontecimentos nacionais e internacionais relacionados à indústria jornalística, como liberdade de expressão, desenvolvimento tecnológico, recursos humanos, abastecimento de papel de imprensa, marketing e publicidade; assessoria jurídica de caráter não individualizado; participação em campanhas institucionais de valorização da mídia jornal; figuração no expediente do jornal ANJ que é distribuído mensalmente a um mailing dirigido a cinco mil nomes; manifestação formal da instituição em casos de ameaça à liberdade de imprensa e do livre exercício da profissão de jornalista; direito a participar, com tarifas diferenciadas, dos eventos programados pela ANJ, incluindo os promovidos por seus comitês, quando são tratados assuntos específicos de cada área (editorial, relações com o mercado, assuntos jurídicos, relações governamentais, gestão de jornais, leitura e circulação, tecnologia e entidades congêneres nacionais e internacionais); assessoria na implantação de programas de jornal na educação; consultoria permanente nas diversas áreas que afetam as atividades das sociedades jornalística por meio dos comitês. O jornal passará a usar a logomarca da ANJ, indicando que é associado da entidade. Jornal adota código de ética da ANJ Os filiados da ANJ obedecem a um código de ética de dez pontos. São eles: 1) manter sua idependência, 2) sustentar a liberdade de expressão, o funcionamento sem restrições da imprensa e o livre exercício da profissão, 3) apurar e publicar a verdade dos fatos de interesse público, não admitindo que sobre eles prevaleçam quaisquer interesses, 4) defender os direitos do ser humano, os valores da democracia representativa e da livre iniciativa, 5) assegurar o acesso de seus leitores às diferentes versões dos fatos e às diversas tendências de opinião da sociedade, 6) garantir a publicação de contestações objetivas das pessoas ou organizações acusadas, em suas páginas, de atos ilícitos ou comportamentos condenáveis, 7) preservar o sigilo de suas fontes, 8) respeitar o direito de cada indivíduo à sua privacidade salvo quando esse direito constituir obstáculo à informação de interesse público, 9) diferenciar, de forma indentificável, material editorial e material publicitário, 10) corrigir erros que tenham sido cometidos em suas edições. Esses pontos são reafirmados pelo Página 20, que ao longo de sua história primou pela publicação do contraditório, abrindo espaço para todas as partes citadas ou envolvidas em determinadas questões. Élson Dantas: responsabilidade com a notícia Para o diretor-geral do Página 20, Élson Dantas, a filiação à ANJ aumenta a responsabilidade da empresa e de seus profissionais no trato com a informação e no relacionamento com o leitor – esse, sim, desde os idos de 1995 o agente de maior importância no contexto deste jornal. “Nossa luta continua. As dificuldades são grandes, mas conseguimos chegar até aqui. Agora, membros da ANJ, vamos ultrapassar todos os obstáculos, empresariais ou editoriais, em benefício do leitor e da sociedade”, disse Dantas, que junto com Antonio Stélio fundou o Página 20 no dia 5 de março de 1995. O jornal nasceu da soma de pequenas economias e da gigantesca força de vontade de um jovem grupo de empresários e jornalistas. Começou como semanário e as primeiras edições circularam com enorme dificuldade. A determinação de seus profissionais, entretanto, mostrou que é possível vencer barreiras e levar aos leitores a melhor informação. “A notícia verdadeira, baseada em fatos e não em boatos; a informação privilegiada com dados oficiais, o trato respeitoso às fontes e a legitimação do leitor como início, meio e fim da nossa atividade são os fundamentos do nosso jornal. Ontem, hoje e sempre”, conclui Dantas. |
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