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Romerito Aquino  

Procedimento exemplar

Exemplar o procedimento dos senadores Sibá Machado e Tião Viana, ambos do PT, de alertarem as autoridades federais para os riscos que a paz e a população de Boca do Acre vão continuar correndo com a permanência da juíza eleitoral, Rosa Maria Calderaro, no comando das eleições daquele município. Assim como ocorreu com os 16 cidadãos de bem que ficaram presos quase um mês por causa da “suposição” da juíza, de que teriam participado e liderado o quebra-quebra, outros podem ter o mesmo destino.

Pelo menos não falha

É incrível como ainda acontecem coisas absurdas neste país como as que se sucederam em Boca do Acre. Tudo porque as autoridades pensam que, por estarem isolados do mundo, podem fazer e acontecer com os cidadãos indefesos. Quando se trata de Justiça neste país - ainda muito mais capacitada para prender ladrões de galinha - pelo menos a máxima popular continua valendo: ela tarda, mas não falha. E longe, o que é melhor ainda.

Divisão das emendas I

A bancada federal do Acre está se preparando para receber no Congresso o governador Jorge Viana e os prefeitos eleitos e reeleitos para discutir com eles a divisão do bolo federal que vai caber ao Acre. Como ocorrem todos os anos, os deputados e senadores vão debater com o governo e as prefeituras o que cada um pretende fazer em termos de investimentos. Se repetir os últimos anos, o estado só tem a ganhar, pois a distribuição dos recursos ocorrerá de forma que os investimentos do estado e das prefeituras sejam complementares. Ou seja, não haverá superposição de investimentos numa mesma área, como havia no passado, quando a bancada era desarticulada dos governadores e dos prefeitos.

Divisão das emendas II

Se a participação do Acre nos orçamentos federais dos últimos anos foi boa, a do próximo ano deverá ser ainda melhor. Afinal, o estado é comandado por um governo e uma bancada federal amplamente vitoriosa nas urnas municipais deste ano. Embora não tenha sido feito até agora nenhum levantamento, consta que o PT de Jorge Viana foi um dos maiores, ou senão o maior, vencedor proporcional nas eleições deste ano. O presidente Lula e seu governo já sabem disso.

Perspectiva oposicionista

O que restou da oposição no Acre após as eleições passadas está comentando que o senador Tião Viana, muito mais que a ministra Marina Silva, terá mais chances de novamente derrotá-la em 2006. A principal razão para a explicação é de que a ministra, mesmo enquanto senadora, ficou longe do Acre, enquanto Tião esteve mais presente, consolidando seu nome inclusive no interior do estado, para onde também foi clinicar muitas vezes em favor dos mais pobres.

Governador fica

Para quem ainda duvida, o governador Jorge Viana não deve integrar o ministério do presidente Lula, pelo menos neste mandado do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo (SP). Além de confidenciar para este jornalista que não vai perder a oportunidade de levar em frente seu projeto de dotar o Acre da infra-estrutura necessária para a sua “futura e próspera” economia florestal, Jorge tem deixado isso claro nos bastidores da política por onde anda em Brasília.

Ampliando amizades

Enquanto prefere continuar sendo um dos principais conselheiros do presidente, Jorge Viana vai aprofundando cada vez mais a sua amizade com Lula. Ao dar de presente de aniversário uma vara de pescar para Lula, Jorge trabalhou para que, assim, dona Marisa tenha oportunidade de comer alguns dos bons surubins pescados pelo marido no lago da Granja do Torto, hoje residência oficial de Lula, enquanto o Palácio da Alvorada está sendo reformado.

PT dividido

A análise dos resultados do segundo turno das eleições municipais, onde o PT perdeu em grandes cidades como São Paulo e Porto Alegre, dividiu literalmente os parlamentares do partido. Os das grandes cidades, obviamente, não gostaram nada dos resultados. Já os deputados e senadores petistas dos estados e regiões mais distantes acharam bom até demais. Afinal, o PT, a exemplo do que ocorreu no Norte do país, cresceu de forma mais significativa em suas regiões. Ou seja, o partido se interiorizou pelo Brasil afora.

Do Acre ao Pacífico

Veja nesta edição o último encarte sobre a terceira parte da série de reportagens “Do Acre ao Pacífico”, que eu e o fotógrafo José Diaz estamos publicando aos domingos sobre a viagem que fizemos ao Peru e à Bolívia para mostrar a integração econômica, social e cultural destes países com o Acre e os demais estados da Amazônia.

 

 
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Rio Branco-AC, 7 de novembro de 2004
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