COTIDIANO

Acre comemora dia de conscientização da hepatite B

Evento acontece simultaneamente em onze cidades brasileiras

 


Nayara Lessa – Assessoria de Comunicação da Sesacre

O Dia Nacional de Conscientização da Hepatite B acontecerá simultaneamente em 11 cidades brasileiras neste sábado, dia 10, das 15 às 20 horas, na entrada do Parque da Maternidade, em frente ao Terminal Urbano. O evento vai reunir as mais representativas organizações governamentais e não-governamentais atuantes na área de hepatite, além das Sociedades Brasileiras de Infectologia, Hepatologia e de Medicina Tropical.

O principal foco da campanha é na Região Norte, onde a incidência de hepatite B pode chegar de 8% a 20% da população. O objetivo é alertar a população sobre a gravidade da hepatite B, formas de contágio, prevenção, e a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Considerada uma das mais preocupantes endemias, a hepatite B atinge cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo, desses 368 milhões são portadores crônicos, dos quais 2 milhões estão no Brasil. É uma doença silenciosa que pode levar até 30 anos até que os primeiros sintomas apareçam. A doença é bem mais infecciosa que a aids e tem as relações sexuais como principal forma de transmissão: 70% dos casos. As demais formas de contágio acontecem através do contato sangue com sangue, pelo compartilhamento de objetos perfuro - cortantes, como alicates de unha, aparelhos de barbear, agulhas, ou pela transmissão vertical, isto é, de mãe para filho no momento do parto.

Cerca de 1 milhão de pacientes morrem anualmente em função do comprometimento do fígado causado pelo vírus, que pode levar a quadros crônicos da doença ou mesmo ao desenvolvimento de cirrose ou câncer. Além disso, estima-se que 50% a 60% das pessoas que estão na fila para o transplante de fígado são portadores de hepatites B e C.

Quanto mais cedo for descoberta a contaminação e iniciado o tratamento maior será o sucesso no combate à doença. A doença não tem cura, mas já existem, inclusive no Brasil, tratamentos inovadores que atuam para controlar a evolução da doença e proporcionar vida de qualidade aos pacientes.

Situação epidemiológica da hepatite B no Acre

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre revelou que a transmissão intrafamiliar está possivelmente associada à presença de mais de um portador na família e ao compartilhamento de objetos como escova de dente entre os contatos domiciliares. Tal fato sugere expressiva presença da circulação viral no ambiente familiar.

Coeficiente de Incidência das Hepatites B e C, por faixa etária (/100.000 hab) - ACRE 2005

 

 
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Rio Branco-AC, 7 de novembro de 2007
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