COTIDIANO

Eixo da Estrada do Pacífico concentra grandes investimentos

Intercâmbio de Experiências Produtivas discute investimentos

 


Juracy Xangai

Os principais empreendimentos do setor agroflorestal que se encontram em andamento no Acre com investimentos da ordem de R$ 90 milhões ao longo do eixo da estrada do Pacífico, contam sempre com a participação de um elemento novo, o capital comunitário, que antes era relegado a um segundo plano, mas que ganha cada vez mais força e espaço no mundo.

Lideranças comunitárias rurais e urbanas, políticos e empresários participam nestes dias 8 e 9 de dezembro, sexta e sábado, do II Intercâmbio do de Experiências Produtivas do Acre. Organizado pela equipe do gabinete do senador Siba Machado em parceria com a Embrapa, Sebrae, Governo do Estado e demais parceiros, tem como objetivo principal mostrar as experiências produtivas que estão gerando ocupação e renda no Acre.

Sobrevivência e desenvolvimento são objetivos comuns a todos os povos. O desafio está em fazer isso de modo sustentável, vencendo fatores que sempre distribuíram o poder de maneira desigual entre pessoas, países e continentes.

A chave dessa sustentabilidade econômica e ambiental para a construção de relações socialmente justas, está na inclusão do capital comunitário no desenvolvimento.

Capital comunitário é o poder construído pelos grupos sociais organizados, em suas lutas, para atingir objetivos comuns. Criando ambientes com igualdade de oportunidades para o desenvolvimento e a conquista de melhores condições de vida.

A inclusão deste capital no desenvolvimento do Acre é um dos eixos principais de nosso mandato de senador. Trabalhando em parceria com grupos sociais e governo estadual ajudamos associações e cooperativas a ganhar espaço dentro dos grandes negócios que se constroem no Estado. Isto já não como um favor social, mas participantes ativas e sócias proprietárias destes empreendimentos.

Esse poder foi posto à prova quando a Coopel assumiu o patrimônio falido do antigo lacticínio da Sila e em pouco mais de um ano, quitou sua dívida com os produtores e é mais bem sucedida empresa do setor no Acre.

Igualmente importante é a experiência da Coopel que organizou os produtores e a comercialização da castanha, recebeu do governo a Usina de Brasiléia que ativou em meados deste ano, gerando empregos e renda, além de agregar valor às amêndoas que eram vendidas em casca para Bolívia. Em ambas experiências se vê os produtores dominando com competência e eficácia, todas as fases da produção, transporte, beneficiamento e comercialização.

Experiências que já estão repetidas com a participação dos pequenos produtores na Álcool Verde, fábrica de tacos e decks de Xapuri, Fábrica de Preservativos Masculinos, Abatedouro de frangos e demais iniciativas. Acreditamos que assim estamos contribuindo positivamente para o desenvolvimento sustentável do Acre.

Palmito e borracha

Uma Nova Bonal surgiu no momento em que o Incra desapropriou e repassou para o governo do Estado a área de 10.447 hectares, dos quais 8 mil são florestas que estão sendo manejadas comunitariamente. O restante é dedicado à produção comercial de borracha, pupunha e gado de leite pelas 83 famílias e outras 200 que serão assentadas ali.

Floresta enriquecida

Cupuaçu plantado junto a pupunheiras, cedro, mogno e mais de 30 espécies agroflorestais garante o sucesso das mais de 200 famílias da Associação dos Agrosilvicultores do Projeto Reca. Situado em vila Califórnia, seu trabalho de reflorestamento Econômico Adensado (Reca) e agroindústria é um exemplo de sustentabilidade para a Amazônia.

Leite da esperança

Há pouco mais de um ano, teve início a primeira experiência acreana de recuperação de uma empresa por seus trabalhadores. Isso aconteceu quando os produtores de leite assumiram o lacticínio da antiga Sila, regularizaram os pagamentos atrasados, beneficiam mais de dez mil litros por dia e já projetam a ampliação da produção.

Ciência a serviço da comunidade

Fogão que gera energia elétrica, lâmpadas que multiplicam sua luminosidade, óleos sendo transformados em biodiesel. Esse é um exemplo da ciência sendo posta a serviço da comunidade ao criar modelos de produção energética capazes de atender os pequenos produtores e comunidades isoladas pelo Centro de Referência de Energia e Fontes Renováveis da Fundação de Tecnologia do Acre ( Funtac).

Serão os pequenos produtores que irão plantar a mamona, o dendê ou colher buriti para a produção do biodiesel, ou a cana, batatas e grãos de onde será extraído o álcool combustível. Sendo estas, apenas duas das muitas experiências que se realizam ali com prêmios pelo sucesso alcançado.

Álcool Verde

Abandonada há quase 20 anos, a usina da antiga Álcoobras foi comprada pelo governo do Estado e reativada pelo Grupo Farias como Álcool Verde que deve começar a produzir álcool anidro já a partir de 2008 gerando ocupação e renda para mais de 2.00 pessoas.

Os pequenos produtores vão plantar cana e a proposta é de que o governo repasse as ações que correspondem a 5% da empresa para que assim possam ter voz e voto para defender seus interesses no setor sucro-alcooleiro.

Vitrine Sebrae

As mais de 250 famílias produtoras do Projeto de Assentamento Alcoobrás ganham a partir deste mês um espaço especialmente construído para expor seus produtos que vão desde o artesanato em palha de buriti e biojóias, frutas regionais, doces, farinha, frango caipira melhorado e outros produtos manufaturados.

Essa é uma mostra dos resultados que estão sendo alcançados pelo projeto Terra Sol que vem sendo executado pelo Sebrae em parceria com o Incra com o objetivo de estimular o empreendedorismo e alavancar a produção no campo.

 

 
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Rio Branco-AC, 7 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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