POLÍTICA

Dóris diz que Geraldinho Mesquita lhe pediu para culpar o PT do Acre

Secretária disse que se sente tranqüila em revelar toda a história

Regiclay Saady
Dóris garante que senador
tem que lhe ressarcir das perdas


Falando ontem à imprensa das acusações de tentativa de extorsão e leviandade que lhe fez no início da semana o senador Geraldinho Mesquita da tribuna do Senado, a ex-chefe de seu escritório de Sena Madureira, Maria das Dores Siqueira, a Dóris, confirmou a existência das duas cartas “pessoais” que endereçou ao senador, que defendeu em mais de uma vez da acusações de cobrar mensalinhos de seu salário e de outros servidores.

“Fiz a carta em que defendo o senador porque fui pressionada por ele e por sua mulher para livrá-lo da cassação de seu mandato no Conselho de Ética. Também fiz a carta porque eles me fizeram pressão psicológica, me colocaram numa chácara em Rio Branco junto com a minha filha menor e nos isolaram do mundo e de todos. Não tive acesso a nenhuma informação e a nenhum jornal que falava do assunto”, disse Dóris.

Em troca das declarações de inocência que diz ter feito a pedido do senador e de sua mulher, Dóris disse que Geraldinho Mesquita jurou que não a demitiria e que o seu mandato, a partir de então, também lhe pertenceria. “Ele me disse que agradecia o seu mandato à minha pessoa por tê-lo livrado da cassação no Conselho de Ética”, disse Dóris.

Dóris também revelou que ao pedir para que ela o defendesse no Conselho de Ética, Geraldinho Mesquita lhe sugeriu que atribuísse as acusações contra ele, publicadas na imprensa nacional, ao governo do PT do Acre. “Isso eu não aceitei porque eu não tinha provas disso”, disse a ex-servidora do Senado.

Repetindo ter Geraldinho “dupla personalidade e um pouco de desequilíbrio”, como falou à revista IstoÉ, onde acusou o senador de usar notas frias na sua prestação de contas no Senado, Dóris revelou que a pressão psicológica que sofreu para defender o senador ocorreu até o dia de seu depoimento no Conselho de Ética. Segundo ela, ainda no aeroporto de Brasília, o motorista de Geraldinho “me tomou” dos seguranças do Senado que foram enviados pelo Conselho de Ética e a levou para a casa da chefe de gabinete de Geraldinho. “Ali, a pressão chegou a seu auge, pois, mesmo dopada por remédios que já vinha tomando depois da confusão em que me meti após a publicação da matéria dos mensalinhos, tive que ensair várias vezes o que deveria dizer no Conselho de Ética em defesa do senador”.

Sobre a carta em que Geraldinho lhe acusa de extorquir R$ 50 mil, Dóris confirmou a sua existência e o valor que pediu. “Pedi essa importância para me ressarcir do dinheiro que tirei durante três anos do meu salário para pagar dois servidores do gabinete, o Paulo Santos e uma moça que, por enquanto, prefiro não citar o nome”, disse Dóris, ao se declarar tranqüila e desejosa de contar toda essa sua (nova) história no Conselho de Ética do Senado, para onde espera ser convocada o mais breve possível.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 7 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE 20
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL