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Romerito Aquino  

Acre brilha na política

Politicamente, o ano de 2005, começou bem e terminou ainda melhor para o Acre na capital federal. Como um cometa, o estado continuou a brilhar no céu estrelado da política nacional com a continuidade da ascensão dos seus astros, que hoje fazem da política um instrumento correto das transformações e do progresso esperados e merecidos pela população acreana.

Governador disputado

O ano que se encerrou na semana passada começou com as notícias dadas na imprensa nacional de que o governador Jorge Viana iria substituir na Casa Civil da Presidência da República o então todo poderoso ministro José Dirceu. Pelo que aconteceu depois, teria sido, com certeza, muito melhor para o país se tal substituição tivesse ocorrido. Segundo os grandes jornais do país, Lula teria feito o convite, mas Jorge ponderara que tinha compromisso com o povo acreano de levar seu governo até o final. Ou pelo menos, até março deste ano, a depender do jogo do tabuleiro da política acreana.

Senador articulado

Junto com Jorge Viana, seu irmão, senador Tião Viana, se transformou depois no primeiro acreano a assumir a vice-presidência do Senado da República, onde passou a ser um dos principais articulares do presidente Lula para tentar apagar os incêndios que se sucederam depois da eclosão, em junho, da crise política nacional provocada pelo escândalo do mensalão.

Ministra vitoriosa

A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, outra dos grandes astros da política acreana, passou a se destacar depois do assassinato, no Pará, da freira Doroty Stang, quando ganhou força e apoio político na Praça dos Três Poderes para enfrentar madeireiros, grileiros, fazendeiros e sojeiros que, há décadas, ameaçam colocar abaixo a maior e mais rica floresta tropical do planeta. Marina foi à luta, arrochou a fiscalização, criou novas unidades de conservação e terminou o ano com a expressiva vitória de ter baixado em 30% o desmatamento da floresta amazônica.

Coordenadores da bancada

Enquanto isso, a bancada federal do estado iniciava o ano sob a coordenação do deputado Nilson Mourão (PT), tendo o deputado João Tota (PP) como coordenador-adjunto, para dar o necessário respaldo político para o governador Jorge Viana e os prefeitos recém eleitos conseguirem os recursos para tocar as obras e ações esperadas pela população. Nilson e Tota foram substituídos no final do ano por Tião Viana e Perpétua Almeida.

AMAC ajuda muito

Para desempenhar esse papel, a bancada ganhou o reforço da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), entidade criada pelos 21 dos 22 prefeitos acreanos eleitos e reeleitos para tratar dos interesses dos municípios do estado na capital federal. Presidida pelo prefeito Raimundo Angelim, a AMAC elaborou os projetos das prefeituras e, com o respaldo político da bancada, passou a acompanhar o andamento dos projetos diretamente na Esplanada dos Ministérios.

Modelo de desenvolvimento

Ainda mais unidos do que nos anteriores, os senadores e deputados federais acreanos, com raras exceções, passaram a se destacar ainda mais no Congresso com a repercussão, na mídia nacional, do sucesso da administração do Governo da Floresta, que passou a se tornar modelo de desenvolvimento sustentável para os demais estados amazônicos.

Os destaques I

O senador Sibá Machado (PT) se destacou nos embates das CPMIs e em projetos de geração de renda. O deputado Henrique Afonso (PT) progrediu com seu projeto político de instalar, no Juruá, a primeira Universidade da Floresta. O deputado Zico Bronzeado (PT) também saiu vitorioso por lutar pelo desenvolvimento sustentável da floresta e pela Rodovia do Pacífico.

Os destaques II

Perpétua Almeida (PCdoB) se destacou nos embates políticos da Câmara. Júnior Betão (PL) foi um dos que conseguiu liberar mais recursos para os municípios. João Tota (PP) foi um aliado constante do governo Lula. João Correia (PMDB) começou batendo em Lula e em Jorge Viana e depois amenizou suas críticas. Ronivon (PP) tropeçou nas próprias pernas e o suplente Chicão Brígido (PMDB) assumiu. Nilson Mourão (PT) foi um dos que mais discursou em plenário na defesa do governo Lula.

Destaque no final

O ano terminou com o deputado Zico Bronzeado (PT) sendo destaque na mídia nacional ao decidir devolver os dois salários extras pagos pela convocação extraordinária do Congresso. Pelo seu gesto, o computador do deputado acabou o ano abarrotado de mensagens de congratulações vindas de todos os cantos do país.

Senador destoante

A exceção na bancada foi a decisão tomada pelo senador Geraldinho Mesquita (sem partido) de se afastar daqueles que lhe garantiram uma cadeira no Senado da República. Deixou a base aliada e entrou e saiu do P-Sol após ter sido denunciado na mídia nacional por cobrar mensalinhos de servidores de seu gabinete. O senador terminou o ano respondendo, no Conselho de Ética do Senado, a processo de cassação por quebra do decoro parlamentar.

 

 
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Rio Branco-AC, 8 de janeiro de 2006
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