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Águas de abril Se o acreano retroceder onze anos na memória, mais precisamente para 1997, vai lembrar que uma das mais dramáticas alagações da história moderna do Estado aconteceu exatamente no mês de abril, em tese quando os últimos resquícios do chamado “inverno” amazônico começam a dar os últimos sinais de atividade. Moradores ribeirinhos e de bairros mais baixos da cidade que enfrentaram aquela triste situação não escondem o temor de fenômeno semelhante. Ontem, o Rio Acre superou em 41 centímetros sua cota de alerta, segundo avaliação da Defesa Civil Estadual, fato que não ocorreu nos meses tidos como mais chuvosos, como janeiro e fevereiro. O afluente foi tendo acréscimo no nível das águas ao longo do dia, aumentando cerca de dois centímetros a cada três horas. Segundo registros feitos pelo órgão, 13 famílias em Rio Branco foram atingidas pelo transbordamento da água, mas sem necessidade de terem que abandonar suas casas. No interior, em contrapartida, a situação ficou um pouco mais grave no fim de semana: em Sena Madureira o Rio Iaco atingiu a marca de 15,20 metros e 65 famílias foram atingidas. Em Tarauacá, mais de trinta famílias se encontram desalojadas”, ainda de acordo com dados das Defesa Civil Estadual. Todavia, se depender dos prognósticos do próprio órgão, as notícias são alvissareiras. As previsões são as melhores possíveis. Tudo indica que não haverá mais chuvas nos próximos dias e isso significa que o rio terá uma redução no nível das águas. A região do Riozinho do Rôla, por exemplo, que é a de maior impacto no Rio Acre quando chove, nunca mais teve chuva.
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