| COTIDIANO | |
Posse da terra nas mãos de quem produz Famílias do Projeto de Assentamento Peixoto, na Vila Campinas, recebem título definitivo de suas propriedades |
|
Esta semana a superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está promovendo um mutirão na sede da Vila Campinas para entrega de títulos aos assentados do Projeto Assentamento Peixoto. A perspectiva é de que até amanhã sejam entregues cerca de 400 títulos para as famílias que já têm direito ao documento que garante a posse da terra. Até o fim deste mês, esse mutirão será realizado também na BR-317, sentido a Boca do Acre, com previsão de entrega para mais 300 famílias daquela região do Peixoto. Durante todo este ano serão entregues cerca de 1.700 títulos de posse para assentados dos primeiros projetos de assentamento criados no Estado, que são os projetos de colonização. Os projetos são o Peixoto, onde já está acontecendo a entrega de título, Quixadá, em Brasiléia, Humaitá, em Porto Acre, Boa Esperança, em Sena Madureira, e Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul. O principal critério para que a família tenha direito ao título da terra é que esteja assentada há mais de dez anos. No caso dos projetos de colonização, todos foram criados a partir de 1977. Dpois do recebimento do título da terra, o assentado tem autonomia para obter financiamentos, independemente de o Incra para ter acesso a políticas publicas e programas sociais do governo. Contudo, se vender seu lote jamais poderá ser novamente beneficiário da reforma agrária, conforme esclarece o superintendente do Incra, Carlos Augusto Lima Paz. Ao receber o título da terra das mãos do superintendente, o casal de assentados Alaíde Alves, 66, e Margarido Miranda, 75, descartou a possibilidade de vender a propriedade de 68 hectares, pois, segundo eles, foram muitos anos de resistência contra grandes dificuldades com os ramais intrafegáveis e a malári, que dizimou muitas famílias. O casal acrescenta ter enfrentado todas as dificuldades pra tirar da terra o sustento dos dez filhos e que agora é o tempo da bonança, pois todos estão criados, acabaram os graves problemas com o acesso, a propriedade já possui energia elétrica e ainda receberam o título da terra. “Agora sinto a emoção de realmente ser o dono da terra onde vivi toda a história da minha família. Quero completar o que ainda me resta de vida aqui e então deixar o fruto desse trabalho para meus filhos”, declarou o trabalhador rural aposentado.
| |
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| NACIONAL |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
|
|