Água: conservação não caminha sem educação
As campanhas de educação feitas pelo município voltadas para o combate ao desperdício da água ainda não surtiram efeito em muitos bairros da capital. É que muitos moradores, por total comodismo, não fecham os registros depois de os reservatórios cheios e não se importam com o estrago.
Esses geralmente são os primeiros que reclamam quando o abastecimento atrasa e os mesmos que utilizam “gatos” para garantir a mordomia. Para observar esse tipo de abuso, os fiscais da prefeitura não precisam ir longe.
Em alguns locais, como no loteamento Portal da Amazônia, no bairro Calafate, a distribuição ocorre à noite, o que significa que o desperdício se estende até o momento em que o registro da água é fechado na rua.
A situação irrita as pessoas que têm consciência da importância da água e do processo caro que o produto atravessa até estar pronto para a distribuição. O preocupante é que as campanhas de conscientização continuam sem surtir o efeito necessário e os órgãos de meio ambiente não punem.
Resta esperar que algum dia a maioria dos consumidores adquira o hábito de valorizar o que parece ser público (mas que é seu) e tenha uma visão mais generosa sobre recurso natural e finito.
Mas para isso é preciso que haja uma reformulação de valores, em que cada pessoa assuma sua responsabilidade como parte de um processo que não caminha sem a participação de todos.
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