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Bambu está gerando emprego e renda Feira do Empreendedor, na Expoacre, vai mostrar o potencial econômico da matéria-prima |
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A utilização de bambu na construção de toda a estrutura da Feira do Empreendedor 2005 que estará acontecendo no parque de exposições de 23 a 31 de junho está gerando emprego e renda para mais de cem pessoas e serve para demonstrar na prática o potencial de material tão abundante no Estado. Levantamentos de satélite confirmam que pelo menos 38% das florestas acreanas são compostas de bambu, mais popularmente conhecidos como taboca, que embora seja utilizados em várias regiões do mundo na construção de casas, fabricação de móveis e objetos de artesanato, papel e até chips de computador, no Acre ainda não recebeu a atenção que merece. O engenheiro civil Rodrigo Pontes da construtora Radinn, um dos que está no comando da equipe dos operários que trabalham na construção das estruturas de bambu explicou que: “Temos mais de 90 pessoas trabalhando diariamente nesta obra. Eu mesmo nunca, embora conhecesse nunca havia trabalhado com esse material e aqui tenho aprendido a praticidade de sua utilização para a construção civil”. Segundo Rodrigo, nenhum dos carpinteiros acreanos contratados para a obra tinham trabalhado com esse material. Exceção feita a oito trabalhadores ligados à empresa Ebiobambu, especializada no aproveitamento dessa matéria prima para os mais diversos fins e que estão em Rio Branco orientando as construções. Um deles é o arquiteto gaúcho Alex Klein que há três anos, desde que conheceu Celina Llerena da Ebiobambu, vem trabalhando com esse material. “O bambu é muito versátil e resistente, por isso nos permite criar os mais diversos trabalhos que vão da construção civil ao artesanato. Meu último trabalho, em Porto Alegre, foi a criação de um grande viveiro para tucanos, mas eu o vejo como ótima alternativa para a construção de casas confortáveis nesta região”. Em Porto Alegre ele trabalha com algumas variedades produzidas em seu Estado, mas importa outros de São Paulo e do Paraná. “Gostei muito deste bambu nativo do Acre, ele é bonito e resistente, precisamos fazer os cálculos logísticos para conhecer os custos de transporte e utilizá-lo lá no Rio Grande”. O arquiteto lembra que o bambu é uma planta da mesma família da grama, só que com tamanho gigante e para que suas varas tenham boa qualidade elas precisam ser manejadas adequadamente para que fiquem mais bonitas e ganhem maior valor de mercado. Bambu da terra Clóvis Lima de Souza, 48 anos, pai de dois filhos trabalha há 25 anos como carpinteiro em obras acreanas e relata. “A única vez que vi usarem taboca na construção foi durante uma feira realizada em Porto Velho em 1982. Nunca tinha construído nada com isso e agora me animei porque esse negócio tem futuro”. O ajudante da construção civil Eleandro Ferreira de Oliveira, 25, declarou: “Nunca pensei em construir nada com taboca, na verdade eu nem sabia que tinha esse tipo de taboca aqui no Acre, mas gostei muito porque é um material bom de trabalhar, obedece bem às ferramentas, é firme e o serviço fica muito bonito”. Nascido em Teófilo Otoni no norte de minas, Abraão Gomes Rodrigues, 40 anos e pai de dois filhos sempre trabalhou na lavoura, mas o baixo ganho o obrigou a mudar-se para o Rio de Janeiro onde entrou em contato com a equipe da Ebiobambu que o trouxe para trabalhar na obra da Feira do Empreendedor. “Faz três anos que estou trabalhando com bambu, faço móveis, cinzeiros, copos, canetas e construções, sempre orientado pela doutora Celina, mas graças a isso hoje vivo muito melhor do que vivia quando trabalhava na lavoura. É um material muito bom para trabalhar e para sustentar a gente”, garante Abraão. |
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