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POLÍTICA

Nilson critica postura de Geraldinho

Deputado diz que senador, por ser campeão nacional de nepotismo, não tem moral para atacar o governo do Acre

 


Romerito Aquino

Brasília – O deputado Nilson Mourão (PT-AC), coordenador da bancada federal do Acre, disse que o senador Geraldo Mesquita Júnior (P-Sol/AC) ao falar das denúncias que ele fez da tribuna do Senado, na quarta-feira, está tentando enredar nacionalmente e incriminar o governo do Acre por ter feito um contrato de publicidade com a empresa Asa, de Belo Horizonte.

Analisando o discurso que o senador fez contra o atual administração pública acreana, o deputado Nilson Mourão subiu à tribuna da Câmara para dizer que Geraldinho Mesquita, “cheio de arrogância, arvorou-se de profeta da moralidade” para fazer um pronunciamento “violento” contra o governo do Acre. “Logo o senador Geraldo Mesquita Júnior, que colocou no seu gabinete 11 assessores, todos familiares seus. Ele foi classificado pela imprensa nacional como o campeão do nepotismo. Esse é o profeta da moralidade!”, atacou Mourão.

Segundo o coordenador da bancada acreana, o senador Geraldo Mesquita Júnior “não tem autoridade e nem credibilidade para falar contra o governo do Acre”. “Para que os deputados compreendam melhor o que digo, esclareço que essa criatura não teria condições nem para se eleger presidente da quadra em que reside, em Rio Branco. Sua Excelência não tem representatividade para isso”, destacou o deputado.

Nilson Mourão completou, “podem indagar: como ele se elegeu senador? Nós o elegemos. Foi a ministra Marina Silva que carregou essa criatura nos ombros e disse para o povo do Acre: elejam-no senador. Ele não tinha representatividade para isso. Nem o partido dele, o PSB, o queria como candidato. Nós o carregamos nas costas, a Frente Popular, o governador Jorge Viana, o senador Tião Viana, a ministra Marina Silva. Demos para essa criatura um mandato de oito anos. Ele não tem representatividade para discutir o processo político do Acre”.

O deputado Nilson Mourão foi mais longe, ainda, em suas críticas ao senador Geraldo Mesquita Júnior. “Em sua campanha, ele prometeu ao povo acreano que viria para Brasília defender o governo Lula. Não conseguiu resistir por um mês. Quando o presidente mal começava o seu governo, já estava ele (Geraldo) na oposição. O povo do Acre hoje o conhece como traidor, em função de suas práticas. Fazia parte das fileiras do PSB, mas sem explicação alguma, de modo inteiramente irresponsável, saiu do PSB para o PSOL. É lá onde ele está”, destacou o deputado.

Para Mourão, a Frente Popular gostaria que o senador Geraldo Mesquita disputasse as eleições no próximo ano. “Nós queríamos ver se ele teria voto, se as pessoas ligadas a ele, seus familiares e seus vizinhos de rua, votariam nele, se o povo do Acre teria coragem de votar nesse homem”, disse Mourão, ao destacar que a frente Popular já foi à televisão, às rádios e aos jornais pedir desculpas ao povo do estado. “Pedimos desculpas, sim, porque induzimos o povo do Acre a votar em uma pessoa que não tem representatividade, que não está preparada para o cargo”, completou.

Por fim, Nilson Mourão disse que hoje, senador da República, Geraldo Mesquita ainda tem mandato a exercer por mais seis anos e aproveita-se dessa condição para fazer críticas infundadas à administração acreana. “Aquele que é traidor, aquele que não tem representatividade, aquele que não tem credibilidade nem moral nenhuma por ser campeão do nepotismo receberá a resposta do povo acreano no momento certo”, concluiu Mourão.

 
 
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Rio Branco-AC, 8 de julho de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A