| OPINIÃO | ||
| CRÔNICA DE DOMINGO | ||
José Augusto Fontes |
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Gente pequena e simples, que o olho não mente Que quer cumprir obrigação, conquistar cada dia Andando aí pela vida, beirando, sem sair do chão Gente que tem muitas fomes e tem simples nome Vontade de subir na vida, andando pra não chegar Olhares dispersos, meio perdidos na multidão vazia Confusão que não vai acabar, na idéia que consome No meio do nada absoluto, relativamente, meia gente Um número identifica, outro voto significa condição Para essa gente estar num programa e na verificação Do nosso frio olho que não sente, e apenas fotografa Do nosso jeito ausente que silencia, fingindo emoção Do nosso gesto que tropeça e cala, enquanto escreve Na nossa sensibilidade perdida, muda e insuficiente Essa gente é assim deixada para perder, e se desfazer Gente que parece estar no nosso olhar, simplesmente Parecia estar, depois passou, mudou, ficou sem graça Nesse olhar que não sente nem vê, enquanto disfarça Num qualquer sistema feito para perder, a gente perde Para nosso jeito de ganhar, que vence, enquanto mente |
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