Paralisação causa o atraso de milhares
de correspondências no Acre
WHILLEY ARAÚJO
Os trabalhadores dos Correios não chegaram a um acordo na audiência de conciliação realizada ontem, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), e a categoria decidiu manter a greve iniciada no último dia 1º. Uma nova sessão foi marcada para o dia 15 de julho na sede da mesma corte.
Na semana anterior, o TST já havia determinado que 50% dos funcionários voltassem a trabalhar. Os Correios afirmaram que a ordem judicial foi cumprida e quase 60% dos servidores estavam realizando suas atividades.
“A orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) é que continuemos a greve, tendo em vista que não houve avanço nas negociações. Vamos esperar o resultado do dissídio coletivo ajuizado pela direção da empresa no TST”, afirma Suzi Cristiny, dirigente Sindical dos Correios no Acre e Rondônia.
Os servidores dos Correios reivindicam a incorporação de um adicional de 30% sobre o salário básico, que era pago aos carteiros que trabalham na distribuição em vias públicas. A partir da aprovação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a ECT substituiu esse percentual pelo pagamento de um novo valor linear de R$ 260, a título de adicional de risco, estendido a outros. A categoria pede ainda o pagamento da participação nos lucros e resultados.
Iniciada há uma semana, a greve dos Correios no Acre já causou o atraso de mais de 60 mil encomendas no Estado. A suspensão das entregas atinge principalmente cartas simples. Serviços como Sedex Hoje, Sedex 10 e outros com prazo estão praticamente funcionando normalmente.
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