OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Onde termina o direito
e começa o abuso?

É certo que em um estado democrático de direito as pessoas podem se expressar livremente sobre suas opções religiosas, assim como ocorre com a preferência pelo time de futebol ou sigla político-partidária. No entanto, há uma parte da classe religiosa que está ultrapassando os limites no que se refere à poluição sonora e causando transtorno em áreas residenciais.

As igrejas evangélicas são responsáveis por diversas reclamações de moradores dos bairros da cidade, onde os templos proliferam a cada dia. Eles são construídos sem critério, sem que haja um órgão que estipule sua localização (no caso de manter uma determinada distância das residências) ou nível de potência de som.

Pelo visto, não há quem fiscalize o nível de poluição sonora caudado por essas congregações, além do uso de equipamentos como baterias e caixas potentes de som que só se costuma ver em casas de shows (licenciadas). Diante disso, a comunidade não tem a quem reclamar e fica impotente diante dos abusos cometidos todo dia.

Nesse caso, bem que a lei que dá garantia de sossego à comunidade poderia ser colocada em prática por meio da polícia ou pelos órgãos ambientais, especialmente aquela voltada para a tranqüilidade e o silêncio. Para verificar os abusos não precisa andar muito, basta se dirigir a algum bairro da cidade. A falta de respeito é gritante, e os alto-falantes das grandes caixas de som podem ser ouvidos de longe.

 
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Rio Branco-AC, 08 de julho de 2008
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