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Jovens se preparam para ser empresários rurais |
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Transformar as colônias em empresas rurais produtivas e evitar a saída dos jovens para as cidades em busca de emprego melhorando a renda e as condições de vida no campo. Esses são alguns dos objetivos que se quer alcançar com o curso de jovens gestores rurais em pecuária leiteira iniciado ontem na escola Manoel Barros que está localizada no cruzamento do ramal Novo Horizonte com o ramal da Enco, em Plácido de Castro. A turma de 25 jovens sendo 20 de Plácido de Castro e cinco de Porto Acre começou a receber ontem suas 300 horas de aula que estenderão até o dia 20 de dezembro. Para não afastar os jovens do convívio de suas famílias e permitir que eles comecem a praticar as técnicas que estarão aprendendo, vão passar períodos de cinco a dez dias na escola e o restante do tempo estarão de volta às suas colônias. A capacitação dos jovens está sendo feita em 12 módulos orientados por especialistas da Embrapa do Acre graças a um trabalho proposto pelo gabinete do senador Sibá Machado dentro de sua proposta de criação dos Centros de Difusão de Tecnologia (CDT) e o prefeito de Plácido de Castro, Paulinho Almeida, com a finalidade de melhor a produção e a produtividade na bacia leiteira daquele município. O projeto de capacitação dos jovens gestores rurais em pecuária leiteira conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal (Seater), Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seap) Secretaria de Extrativismo e Produção Familiar (Seprof), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Empresa Brasileira de Produção Agropecuária, prefeitura de Plácido de Casto e gabinete do senador Sibá Machado e a Cooperativa dos Produtores da Regional do Baixo Acre (Coopel). Esperança no leite - Francisca Elida Carvalho da Silva, 21 anos mora no quilômetro sete do R]ramal Bujari, entrando pela vila do V no projeto de colonização Humaitá em Porto Acre. “Minha família vem trabalhando apenas com gado de carne, mas agora estamos começando a investir na produção de leite, por isso é que me interessei tanto por fazer este curso. Considero que o apoio que está sendo dado a nós que somos filhos de produtores é um meio de enriquecer a zona rural, dando ânimo para nossas famílias fazerem novos investimentos para que a gente não tenha de sair para a cidade em busca de um emprego”. Já Luiz Carlos dos Santos, 20 anos morador da agrovila formada no “T” da Enco está realizando um dos sonhos de sua vida e já faz planos para o futuro. “Desde criança eu sempre gostei de trabalhar com gado, principalmente de leite, por isso queria fazer um curso ligado à pecuária e agora que a oportunidade está aqui eu não viu deixar escapar de jeito nenhum”. Apoiado por sua mãe, a pedagoga Maria Margarida Siebert dos Santos, 53 anos, mãe de seis filhos, ele já faz planos para o futuro. “Temos uma área de 300 hectares que está sendo aberta na gleba Belo Monte, em Boca do Acre onde vamos montar nossa criação usando os conhecimentos que vou conseguir neste curso”. Rosimeire Alves, 18 anos, também moradora do ramal da linha cinco, no projeto Humaitá vem de uma família que já trabalha com a produção de leite. “A maior parte de nosso gado é de corte, mas a gente vem mudando para o gado de leite porque dá mais lucro, só que é necessário mais tecnologia e conhecimentos para conseguir bons resultados nessa área, por isso vou aplicar na nossa colônia as orientações que receber aqui”. Investimento de médio prazo - O Delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Acre, Zé Maria Oliveira esclareceu que: “Quando o senador Sibá nos propôs a realização desse treinamento nós apoiamos na hora. Isto porque se trata de uma proposta simples, mas que envolve a participação de várias instituições, com o objetivo de valorizar o produtor rural e melhorar suas condições de vida. Neste primeiro momento teremos a empolgação dos jovens, mas em dois anos já começaremos a ver os resultados efetivos deste trabalho no aumento da produção e na qualidade de nosso produto. No campo tudo leva um tempo para produzir seus frutos”. Animado com a abertura do curso, Ezequiel Rodrigues o presidente da Cooperativa dos Produtores da Regional do Baixo Acre (Coopel), cooperativa que tem sua origem na comunidade da Enco e que hoje administra o antigo lacticínio da Sila , em Rio branco, beneficiando mais de 5.300 litros de leite por dia. “A pecuária leiteira é um grande negócio para o filho do produtor rural melhorar a produção e a renda da família, mas depende de tecnologia para produzir bons resultados. Tecnologias que estarão aprendendo neste curso, pois é cada vez mais necessária a profissionalização do homem do campo especializando-se para atender as exigências de um mercado cada vez mais exigente”. |
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