| PÁGINA DO EMPREENDEDOR | |
| Empresa lucra com o social Aliando-se aos seringueiros da Reserva Porto Dias, empresa acreana se destaca por revolucionar o mercado madeireiro |
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Funcionando no Distrito Industrial de Rio Branco, a IIBA Produtos Florestais é uma das finalistas do Prêmio Planeta Casa promovido pela revista Casa Cláudia na categoria Ação Social. O diferencial da empresa IIBA com relação aos demais concorrentes ao prêmio está justamente no fato de a empresa trabalhar voltada à filosofia do mercado justo. “Nós não somos governo nem ONG e como empresa precisamos ter lucro para garantir a sobrevivência do negócio, mas nossa proposta é a de funcionarmos como um amortecedor entre o choque que acontece quando os pequenos manejadores florestais comunitários tentam oferecer seu produto certificado para as grandes empresas existentes no mercado. É uma luta desigual”, reconhece o empresário George Dobré, proprietário da IIBA, que desmontou sua empresa de São Paulo para dedicar-se a conquistar mercado para a produção dos manejadores comunitários do Acre. Dobré conheceu o Acre a partir do momento em que sua marcenaria de São Paulo conseguiu a certificação do FSC e descobriu que as grandes empresas não tinham interesse em vender madeira certificada para a pequena indústria. Reuniu algumas pequenas empresas como a dele e no final de 2003 compravam pouco mais de 100 metros cúbicos de madiera certificada dos manejadores comunitários do projeto de colonização Peixoto e da Reserva Extrativista do Porto Dias, em Acrelândia. “Vim algumas vezes ao Acre a convite do CTA, me encantei com a história de luta da população, mas percebi na dificuldade dos manejadores para conseguir colocar sua produção no mercado, uma oportunidade de negócio, A Secretaria de florestas gostou da idéia, o governo apoiou. Fechei a empresa de São Paulo e montamos outra aqui com uma nova filosofia de trabalho voltada ao mercado justo onde ganha o produtor, o intermediário e o mercado”. O negócio funciona de um modo relativamente simples, mas resolve alguns problemas fundamentais. “Nós dividimos tarefas, assim cada um faz o que sabe fazer melhor. Os manejadores escolhem as árvores, derrubam e as retiram da mata, eu faço o transporte, o beneficiamento e coloco no mercado. No final a gente faz os cálculos começando pelo pagamento do preço mínimo da madeira, tiramos os gastos do beneficiamento e da comercialização, então dividimos os lucros em duas partes iguais. Ou seja, nós somos meeiros dos manejadores com todos sendo beneficiados neste sistema”.
Esse procedimento bastante comum na agricultura familiar do centro-sul brasileiro nunca havia sido aplicado ao mercado da madeira garantindo preços mínimos, industrialização e mercado com distribuição justa da renda ao longo de toda a cadeia produtiva. “A idéia é simples, só que ninguém tinha feito isso antes!” Mas as boas idéia não param por aí, pois com a madeira certificada Dobre produz objetos utilitários e decorativos que já coloca a bom preço nas lojas freqüentadas pelas classes A e B. A empresa está buscando mercado para diversos outros produtos, até porque a floresta oferece um leque de produtos como sementes, essências e outras matérias primas que permitiriam aos seringueiros garantir renda diferenciada a cada época do ano. “O importante para garantir o sucesso desta proposta é garantir uma logística eficiente e eficaz para atender as necessidades e gostos de um mercado em permanente evolução. Nós estamos trabalhando isso em parceria com as equipes do Sebrae do Acre que nos ajudando a prospectar mercados e desenvolver novos produtos”. O final do prêmio Planeta Casa acontecerá no dia dez de outubro num dos auditórios do Museu de Arte Moderna, no Ibirapuera, em São Paulo e os trabalhos dos vencedores serão publicados na revista deste Mês de outubro. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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