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| Solucionar problemas de forma estruturante |
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Para ela, o apoio ao manejo sustentável é uma das vertentes que devem guiar essa política florestal brasileira. “A não observância das condições do uso sustentável provocou uma devastação gigantesca na China. O mesmo processo já ocorreu na Mata Atlântica, e pode atingir o resto de nossos biomas, como o cerrado, a caatinga e Amazônia”, disse. Marina Silva destacou, por fim, a importância de construir uma estrutura que permita a concretização da política florestal brasileira. Assim, o projeto de lei de gestão de florestas públicas ganharia ainda mais importância. “O projeto é um marco legal necessário e urgente”, completou a ministra. Durante a mesa-redonda “Mercado, Certificação e Economia de Qualidade”, que ocorreu em seminário realizado simultaneamente à feira de negócios Mercado Floresta, a diretora-executiva do Conselho de Manejo Florestal (FSC), Ana Yang, disse que a demanda por produtos madeireiros certificados é atualmente maior que a oferta. Segundo Yang, os benefícios da certificação para os produtores de madeira passam pelo aumento da produtividade, a melhoria da imagem e o maior valor dos produtos. Já para os revendedores e transformadores, a vantagem de comprar madeira certificada é a garantia de origem, o retorno da imagem e o alinhamento com os parâmetros da responsabilidade social. Por sua vez, Mário Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, expôs a iniciativa de criar um padrão de certificação do turismo semelhante ao FSC. A entidade, integrante do Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável, analisou inúmeros modelos existentes no exterior e identificou o da Costa Rica como o mais próximo das especificidades brasileiras. Dizendo-se preocupado com os reflexos negativos da atividade, Mantovani destacou que “a maior indústria do mundo é o turismo, imagine o impacto aqui, onde será despejado muito dinheiro”. Para ele, é preciso atenção aos empreendimentos novos que têm surgido na Mata Atlântica, principalmente com relação aos grupos empresariais da Espanha e de Portugal. Segundo o diretor da SOS Mata Atlântica, “a postura destes empresários é de que o meio ambiente atrapalha”. Para Marcelo Nunes, coordenador do Projeto de Certificação Sócio-participativa da RBMA, é importante que a fiscalização e o controle dos processos certificados seja feito a partir da base, em um processo que envolva as comunidades. Nunes fez uma apresentação do seu projeto, que busca construir estratégias para grupos comunitários no âmbito da identificação e qualificação das iniciativas orgânicas, socioambientais e agroextrativistas. (R.A.) |
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