COTIDIANO

Tráfico de drogas

Militante dos direitos humanos Eudo Lustosa é preso portando cocaína no aeroporto de Brasília


Eudo lustosa tem atuação destacada na luta pelos direitos humanos no Estado


Brasília – Informações repassadas ontem à noite por fontes da Superintendência da Polícia Federal em Brasília davam conta que coordenador do Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Acre, Eudo Lustosa, teria sido preso no Aeroporto de Brasília às quatro horas da madrugada do último domingo portando de quatro a seis quilos de cocaína pura.

Chegou de Rio Branco ontem de madrugada e ia embarcar às 23 horas quando ia embarca para a cidade de Marabá, no Pará, onde teria um encontro de direitos humanos naquela cidade.

Aos policiais que o prenderam no aeroporto da capital federal, Eudo Lustosa confessou que estava apenas portador da droga, que não lhe pertencia. Até às 21h30min de ontem, a Polícia Federal não havia divulgado oficialmente a notícia para a imprensa, não constando qualquer informação sobre o assunto no site da instituição na Internet. Não se sabia nem se a cocaína teria sido trazida do Acre para ser vendida para os consumidores de Brasília, onde é grande o consumo desse tipo de droga.

Em Rio Branco o secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, Antônio Monteiro, informou que após ser preso Eudo teria telefonado para a família em Rio Branco confirmando a sua prisão. Teria dito ainda que seus parentes entrassem em contato com um ex-deputado federal que não teve o seu nome revelado. Eudo teria pedido que o ex-deputado resolvesse o problema “porque o problema é dele”.

“Essa informação por enquanto é extra-oficial. A única coisa que temos de concreto por enquanto é que Eudo foi preso e que ele portava cocaína”, declarou o secretário na tarde de ontem.

Eudo Lustosa é conhecido em Rio Branco por sua postura de defesa dos direitos humanos. Por diversas vezes Eudo alegou estar sendo ameaçado de morte por causa de suas declarações e investigações feitas contra membros do crime organizado e policiais militares os quais ele alegava estarem praticando crime de tortura.

 

 
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Rio Branco-AC, 8 de novembro de 2005
   GIRO GERAL
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