ESPECIAL
   ENTREVISTA

Governabilidade nos próximos 4 anos

Senador Sibá Machado disse que bancada do PT se manifesta favorável a pedir a presidência da Câmara

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Senador Sibá Machado disse
que é inevitável que se faça uma reavaliação de tudo que aconteceu


“Ainda é cedo para falar em ‘fatia de poder’ para o PT”, afirma o senador Sibá Machado (PT-AC) ao fazer uma previsão do próximo mandato do presidente Lula. O parlamentar afirma também que a “Era Severino Cavalcanti” foi traumática e acredita que os partidos vão se unir em torno de um mesmo nome para que o episódio não se repita. Confira a entrevista na íntegra.

O senhor acha que hoje o Partido dos Trabalhadores tem condições de fazer uma avaliação do que passou e, conseqüentemente, promover a refundação do partido?

Eu acho difícil uma refundação do PT. Porém, é inevitável que se faça uma reavaliação de tudo que aconteceu. Por isso, acho que a antecipação do congresso do PT (Encontro Nacional do partido) para março ou abril nos ajudará a discutir todas estas questões que ficaram pendentes.

Qual será a participação do PT no segundo mandato do presidente Lula? O senhor acha que o partido ainda vai ter a sua fatia de poder?

Acho pouco provável que o PT mantenha exatamente o mesmo tamanho. Agora, com a coalizão e a cláusula de barreira, a maioria dos partidos vai se reestruturar e conseqüentemente, nesta reorganização, terá maior visibilidade e participação mais efetiva. Isso significa que os partidos, uma vez resolvendo seus problemas internos, tenham um diálogo único. No caso do PT, deve acontecer o mesmo, por isso, nós vamos ter que aguardar decisões e a negociação com o presidente da república até o final deste ano. Ainda é cedo para falar em “fatia de poder” para o PT.

Formar uma base governista no Congresso Nacional incluindo partidos que tiveram parlamentares envolvidos na máfia das ambulâncias é complicado?

Essas pessoas, no meu entendimento, mesmo tendo sido reeleitas, não terão voz de comando, estarão fora por forças das circunstâncias. Acredito que o presidente Lula não dará credibilidade àquelas bancadas que, por ventura, forem lideradas por um parlamentar que teve o nome envolvido em escândalos dessa natureza. Penso que esses partidos terão que procurar novos líderes.

A disputa pela presidência do Congresso é acirrada. O PT vai pedir a presidência da Câmara ou do Senado?

A bancada tem se manifestado favorável a pedir a presidência da Câmara. Cogitou-se até o nome do deputado Arlindo Chinaglia, mas o PMDB, por ter a maior bancada, teria o direito à indicação. No entanto, não acredito que o PMDB fique com a presidência de ambas as casas. Penso que haverá uma negociação, pelo menos da presidência da Câmara, por parte também das outras bancadas.

Mas hoje o senhor acredita que existe uma possibilidade de o PT chamar para si a união, para que não se repita o fatídico episódio “Severino Cavalcanti”?

A experiência do Severino prejudicou a todos, foi traumática. Repetir o mesmo erro, acho difícil. Na Câmara, acho que haveria consenso em torno de um nome, não sei exatamente se do PT, mas pelo menos sugerido pelo Partido dos Trabalhadores. No entanto, se a tradição da casa for seguida (de que a maior bancada indicaria a presidência da casa), então a cadeira fica mesmo com o PMDB. Mas no caso do Senado, há uma discussão de nossa bancada para que apoiemos um presidente do PMDB. Agora, nos resta definir se o candidato se mantém Renan Calheiros ou outro parlamentar.

 

 
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Rio Branco-AC, 8 de novembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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