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Polo aquático na Ufac Praticamente desconhecida no Estado, modalidade começa a ganhar os primeiros adeptos |
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A modalidade esportiva é nova no Estado do Acre e a Ufac é a única instituição a treinar equipes. Em menos de um mês de treinamento as equipes avançam na fase de aperfeiçoamento de técnicas, já que o pólo aquático não aproveita muito das técnicas de natação. Para o jogador Simón Tupac, no pólo aquático o nadador perde suas técnicas de sincronia, pois as técnicas de flutuação, arremesso e as táticas de marcação são diferenciados da natação padrão. Entretanto, ganham forças, pois o tempo de flutuação e a coordenação motora das pernas são maiores. Para as disputas interestaduais o projeto pretende formar duas equipes oficiais sendo uma masculina e uma feminina. Essas equipes ainda estão em fase de preparação física e conhecimento das táticas do jogo. Dos 15 treinandos sete são mulheres, que já devem compor a equipe que disputará as competições. A faixa etária dos jogadores varia desde adolescentes a profissionais. O projeto continua aberto a receber novos treinandos, e para os interessados vale ressaltar a necessidade de ser um bom nadador e persistente na preparação física. O pólo aquático teve origem na Inglaterra em meados do sec. XIX como uma versão aquática do rúgbi. Em 1870 foram estabelecidas as primeiras regras para piscinas cobertas. Os escoceses introduziram novas regras enfatizando a velocidade da natação e dos passes. Surgiu a baliza de três metros por noventa centímetros. Em 1900 o pólo já era tão popular que foi o primeiro jogo coletivo a ser disputado nas olimpíadas. No Brasil, apesar de não ser uma modalidade tão conhecida, o pólo aquático foi introduzido por Flávio Vieira em 1913, o qual organizou um torneio na enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro. O primeiro jogo internacional somente ocorreu em 1919, em águas livres da Baia de Guanabara, quando o Brasil venceu a Argentina. O Brasil não tem tido destaque nos jogos olímpicos. No plano das Américas, disputa a supremacia com Argentina e Estados Unidos. O jogo - O jogo é disputado numa quadra delimitada numa piscina de 20 x 30m, com no mínimo 2 metros de profundidade, ou em águas livres, denominadas “campo”, tendo cada equipe sete jogadores, com o objetivo de marcar gols. É um jogo marcado pela movimentação, velocidade e resistência. A bola, normalmente, é movimentada pelas mãos dos praticantes, mas excepcionalmente, pode-se usar os pés. O atleta de pólo aquático tem de apresentar excepcionais qualidades físicas e morais, precisando ser, acima de tudo, um exímio nadador, que ao mesmo tempo deverá ser fundista e velocista, dispondo de condições naturais de estabilidade e locomoção no meio liquido, em condições idênticas às que apresentaria se estivesse na terra. Por isso, na água, tem que flutuar, mover-se com facilidade, agilidade e explosão. Cada time consta de 13 jogadores, 6 reservas e 7 na água (1 goleiro e 6 jogadores de linha). Os jogadores não podem apoiar na borda e nem tocar na bola com as duas mãos, exceto o goleiro. O jogo acontece em 4 quartos de 7 minutos cada, onde o cronômetro só roda com a bola em jogo. Há 2 minutos de intervalo de um quarto para outro, cada time tem direito a dois pedidos de tempo com 1 minuto cada. As substituições podem ocorrer livremente sendo que se deve dar fora da área de jogo. Cada gol corresponde a um ponto e a bola tem que entrar completamente no gol. Os times têm um tempo máximo de posse de bola para atirá-la no gol adversário de 35 segundos. Cada equipe tem o direito de pedir dois tempos de um minuto de duração durante uma partida. Jogo limpo - O pólo aquático, a exemplo de outras modalidades, possui características próprias de postura do jogador. Muitas vezes um jogador é batido num lance ou se deixa bater com facilidade, por uma má postura no jogo ou um mau posicionamento. A atenção do jogador é constante dentro de um jogo. Ele não poderá perder de vista qualquer detalhe, nem, acima de tudo, se preocupar com os seus para que suas falhas não venham a ser fatais. Estar preparado num jogo não é somente estar atento ao desenvolvimento do mesmo, é estar sempre pronto a intervir adquirindo posições que lhe dêem amplitude nas ações, confiando sempre na sua melhor arma, a versatilidade do seu corpo. O passe, dentro de um jogo de pólo aquático, é a própria dinâmica do jogo, é a sua essência, a sua compreensão, onde o jogo passa a ter uma dependência muito grande deste fundamento, e as composições de jogadas não subsistirão se levarmos em conta a sua má aplicação. A disputa pela bola no centro é a parte mais dura e ao mesmo tempo perspicaz do jogo. Nem sempre, na disputa da bola passada para o centro, levará vantagem o marcador que saltar mais ou que porventura seja mais alto. É lógico que esses dois fatores são primordiais para a retomada da posse de bola, isso é inegável, mas de nada valerão essas duas virtudes, se o jogador ainda não dominou toda a sua técnica e todas as nuances que a movimentação de marcador de centro exige. |
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