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Derrotas para o crime organizado Nos últimos quinze dias, o crime organizado no Acre, ou pelo menos o que restou dele, sofreu derrotas emblemáticas. A primeira se deu com a condenação a mais de 18 anos do ex-coronel e ex-deputado federal Hildebrando Pascoal. Ele era acusado de ser o mandante do assassinato do soldado do Corpo de Bombeiros Sebastião Crispim. Ontem, sentaram no banco dos réus o ex-sargento da Polícia Militar Alex Fernandes Barros e o soldado Ronaldo Romero. Eles foram julgados pela participação no assassinato de Francisco dos Santos Rocha, conhecido como Bahia. O julgamento se iniciou pela manhã, mas até o fechamento desta edição ainda não havia um veredicto. Tanto Alex quanto Romero e até mesmo o ainda temido Hildebrando Pascoal já foram condenados por outros crimes, mas a condenação nesses dois casos significa que estão se esgotando os recursos de seus advogados quanto à protelação de audiência e sessões. Significa também que está sendo feita justiça e que a impunidade está tendo fim no Acre, apesar de muitos crimes ainda continuarem insolúveis e muitos criminosos, principalmente aqueles de colarinho branco, ainda continuarem fora da cadeia. Nos dois casos citados, vale ressaltar a importância do Ministério Público, tanto Federal quanto Estadual, que há anos busca levar para o banco dos réus todos aqueles que se julgavam intocáveis no Acre. |
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