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A Farinha é nossa! BB e Sebrae incentivam implantação de indústria em Cruzeiro do Sul Sandra Assunção Inicialmente vão ser contemplados 115 agricultores das Associações de Produtores do Ramal da Buritirana e da Vila São Pedro. O assistente de negócios do Banco do Brasil de Cruzeiro do Sul, Erivaldo Magalhães, explica que o diagnóstico pode apontar que o dinheiro deve ser investido na construção de uma indústria, de mais casas de farinha, de um mercado que garanta a venda direta para o consumidor, para criação de programas de exportação, ou outra direção. Para isso, o levantamento leva em conta as condições de acesso (ramais) o grau de instrução dos associados e outros itens. Foi o Sebrae que buscou as linhas de financiamento do Banco do Brasil que contemplassem os produtores de farinha e as associações. Foi a credibilidade do projeto e a organização do agricultores em associações que possibilitou a execução do projeto de R$ 800 mil. A instituição financeira apostou no produto que representa a maior fonte de renda da região: a farinha de mandioca. Passos de sucesso Para chegar até o ponto de receber recursos do DRS do Banco do Brasil, vários passos foram dados. A partir de 2000, o governo do Estado construiu 210 casas modernas de farinha, onde o piso de barro, as paredes sem proteção foram substituídos por azulejos, água encanada e telas de proteção. Em 2004 teve início o projeto do Sebrae que tem o objetivo de garantir a boa qualidade da farinha e o aumento na produção e no preço final. Por meio de acompanhamento diário dos técnicos do Sebrae e Seater nas casas de farinha, que aplicam as boas técnicas de fabricação, a higiene e qualidade do produto são garantidas. O reconhecimento dos resultados veio por meio do aumento nos preços. Antes do início do projeto do Sebrae, a saca de 50 quilos era vendida por R$ 15,00. Agora a saca de 50 quilos alcança até R$ 50,00. A coordenadora do projeto da farinha no Sebrae, Lívia Cordeiro, explica que mesmo os agricultores das associações que não foram contemplados nesta fase vão ser beneficiados. “No caso da criação de uma indústria por exemplo quem não for funcionário, vai ser fornecedor da matéria-prima”. Embalagens atrativas A famosa farinha de Cruzeiro do Sul também vai ganhar embalagens e logomarcas que deixem o produto mais atrativo para o comércio local, nacional e internacional. A coordenadora do projeto do Sebrae em Cruzeiro do Sul, Lívia Cordeiro, diz que foi elaborado um projeto junto a ANAC – agência de negócios do acre – com objetivo de captar recursos financeiros para elaboração de uma identidade visual do produto como logomarca e embalagem, bem como a divulgação direta do produto. Além de ser vendido para outros estados e países
com mais facilidades com as embalagens, a farinha pode ser vendida também
em aeroportos e lojas do Acre como souvenir para turistas de passagem
pelo Estado. Não é só a farinha que pode ser feita a partir da mandioca. Além de produtos já conhecidos como biscoitos, tapiocas, e outros itens comestíveis, a mandioca pode virar também vinagre, sabão, inseticida, ração animal e complemento alimentar. Produtores rurais dos Projetos de Assentamento Santa Luzia e São Pedro estão aprendendo a fazer tudo isso a partir da mandioca. Além dos produtores, técnicos do Sebrae, Seater, Seprof e Embrapa estão sendo treinados para realizar a multiplicação do curso em outras comunidades. O curso começou no dia 3 e prossegue até o dia 11 e é ministrado pelo técnico agrícola Antônio Paixão, consultor do Sebrae do Piauí. Lívia Cordeiro explica que os produtos podem gerar emprego e renda para os agricultores. “Da mandioca eles podem ter o alimento, a ração para o gado, o inseticida para a lavoura e ainda ganhar dinheiro com tudo isso, como a comunidade do São Pedro, que já possui a fabrica de sabão de manipueira e agora está passando por um aperfeiçoamento do processo de fabricação”, explica Lívia Cordeiro. Dona de casa aprende que empreender é preciso Juracy Xangai Francisca Santos Barbosa mais conhecida como “Aurizete”, tem 40 anos, dois filhos e poderia ter continuado como sempre esteve, sendo mais uma dona de casa a depender do marido que é dono de uma mercearia localizada na Estrada da Floresta, bem em frente ao Amazônia Eventos, mas não é. “Sempre fiquei em casa cuidando das crianças enquanto o marido controlava a mercearia, até que resolvi aprender a fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Então fui trabalhar com o pessoal da Cooperativa de Mulheres da Floresta a Comuflor, lá com a Oneide e o Jurandir. Com eles aprendi a trabalhar com as sementes de açai, jarina e tudo o mais. Achei muito bom e ao invés de continuar trabalhando pros outros decidi montar o negócio pra mim”. Descreve Aurizete, sem maores cerimônias, o caminho que percorreu até tornar-se dona do próprio negócio. Na varanda da casa localizada atrás da mercearia do marido, ela instalou furadeiras e um rola para lixar e polir as sementes que se amontoam em sacos, no canto. “Consegui um cliente bom de campo grande que compra tudo o que eu produzir pagando R$ 16 o quilo do Açaí e R$ 50 pelo quilo da jarina polida. Vendo uma média de 40 a 50 quilos de cada vez, é um negocião”, garante. Na oficina improvisada trabalham ela, seu filho Emerson, o sobrinho Dirceu e a amiga Irisnar onde cada um fura uma média de quatro quilos de açaí por dia, já a jarina rende mais porque tem os caroços maiores. “Fiquei muito tempo esperando uma chance de emprego que nunca veio. Agora percebo que devia ter começado a me mexer logo, pois com disposição e criatividade a gente consegue muita coisa”, explica ela. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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