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Do Editor |
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Interferência na globalização O Estado do Acre começou a ser penalizado ontem com o atraso em duas horas na exibição das programações de TV. Em pleno século 21, em plena era da globalização, das informações instantâneas e em tempo real, a população acreana foi condenada a viver em um atraso de duas horas em relação ao restante do país. Não bastasse o “atraso” de fuso horário - e justamente por causa dele -, o cidadão desprovido de internet, TV a cabo ou antena parabólica ficará sabendo do que acontece no mundo quando as notícias já estiverem defasadas. E essa parcela do público local é simplesmente a maioria. Aqueles que estão conectados com a aldeia global, principalmente via internet, já se manifestaram contra o que já estão tachando de “retrocesso” e “inconstitucional”. Aos amantes do futebol, resta o (des) contentamento com o compacto dos “melhores momentos” das partidas nas noites de quarta-feira, no caso da Rede Globo. As donas de casa, que geralmente se recolhem cedo, terão que se acostumar a dormir mais tarde se não quiserem perder a novela favorita, que passará a ser exibida às 21 horas, encerrando-se após às 22. A quem cabe a responsabilidade pelo que os filhos menores de idade devem ou não assistir? Aos pais? Às emissoras de TV? Ao Ministério da Justiça? E a quem cabe a responsabilidade ao atraso em que vivem e, aparentemente sempre irão viver, os acreanos? Esse é o tipo de penalidade revestida na pele da boa intenção que provavelmente surtirá um efeito colateral indesejado: a revolta de uma população que sempre lutou para ter o mínimo de respeito e direitos garantidos. |
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