COTIDIANO

Vale do Juruá terá saúde indígena monitorada pelo Dabs

Equipe do DST/Aids deverá readequar trabalho adotado nas aldeias

Regiclay Saady
Francisco Dantas coordena o
programa de DST/Aids da Sesacre


Renata Brasileiro

Todas as aldeias indígenas situadas ao longo do Juruá serão atendidas na próxima semana com o serviço de monitoramento e avaliação de saúde. O procedimento já é feito há vários anos pelo Programa Estadual DST/Aids e tem por objetivo readequar o trabalho dos profissionais que lidam diretamente com a saúde indígena, a fim de que o índice de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) seja reduzido.

A equipe, que irá às regiões indígenas nos dias 14 e 15, pretende trabalhar com a vigilância, a estruturação dos serviços desenvolvidos nas comunidades, levará insumos e materiais, e abordará estratégias de controle das doenças.

Além do monitoramento, todas as grávidas das aldeias passarão por uma abordagem sindrômica e consulta pré-natal. Com isso, pretende-se prevenir a infecção da criança caso a mãe apresente algum quadro de Doença Sexualmente Transmissível.

“A gonorréia, a sífilis e as hepatites B e C são doenças muito comuns nas aldeias indígenas. E são com essas doenças que queremos acabar. Felizmente ainda não foi diagnosticado nenhum caso de HIV. Mas sempre trabalhamos com essa possibilidade, com a realização de exames”, destacou o coordenador do programa, Francisco Dantas.

Paralelamente a isso, Dantas informou que a equipe de monitoramento já implantou nas aldeias o serviço de teste rápido de HIV, o mesmo que existe em Rio Branco, permitindo o diagnóstico rápido e preciso. “O resultado sai em minutos”, completou.

A visita da equipe às aldeias será oportuna também para o treinamento de 25 índios em saúde indígena. Estes se responsabilizarão, dentro de suas comunidades, por manter este monitoramento feito pelo programa a cada ano. A proposta é que os agentes capacitados trabalhem ainda a educação sexual entre os índios, estimulando, entre outros cuidados, o uso do preservativo.

“O importante é tratar a saúde indígena como uma saúde inserida no Sistema Único de Saúde. É com esse padrão que ela deve ser lembrada e beneficiada, pois já se passou o tempo em que no Brasil a saúde indígena ficava em segundo plano no governo”, reforçou Francisco Dantas.

 

 
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Rio Branco-AC, 9 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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