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Com Val Sales |
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Quem nunca ouviu falar que uma parente ou amiga fez xixi na roupa quando riu de uma piada ou um pegou peso nos ombros? Muitas pessoas já passaram por situações como a de estar chegando de uma festa, e antes mesmo de conseguir abrir o portão, ter a sensação de que não vai ter tempo de chegar ao banheiro para fazer xixi. Porém, de acordo com os especialistas na área, essas situações são mais comuns do que se pensa. Tal fato não prova que a pessoa tenha uma doença na bexiga ou na uretra, mas pode ser sinal de que algo não anda bem e é preciso ficar alerta. Para tirar todas as dúvidas a respeito do problema, não precisa correr nem fazer força. Preste atenção nas dicas fornecidas do urologista Fernando de Assis e fique por dentro do assunto. O que é incontinência urinária? Há vários tipos. É por isso que vezes escutamos falar que alguma vizinha foi feliz na cirurgia para “suspender a bexiga”, enquanto aquela tia do interior não teve a mesma sorte e piorou dos sintomas. Isso porque as causas que levam à perda da urina são muitas e cada uma deve ter o tipo de tratamento adequado. Mas quais as causas desse problema? Na maioria das vezes, a causa está relacionada com a gestação, trabalho de parto prolongado, obesidade, sedentarismo e fraqueza própria da musculatura pélvica. Existe algum tipo considerado mais comum? Existe. Os tipos mais comuns da incontinência urinária são de “esforço”, de “urgência” e “mista”. Esforço, urgência, mista... O que é isso? Na incontinência urinária de urgência, a paciente perde urina após apresentar uma grande vontade de urinar, não sendo capaz de segurar até chegar ao banheiro mais próximo. Então, pode perder desde algumas gotas até volume considerável. Isso acontece mesmo com a bexiga apresentando pequena quantidade de urina e pode ser desencadeada por situações diversas como o estresse ou o simples pensamento de que a bexiga pode estar cheia. O que causa esse problema, em específico? Dentre as causas desse distúrbio estão os diabetes e doenças neurológicas como Senilidade, Parkinson e Esclerose Múltipla, embora a maior causa seja idiopática, isto é, sem causa definida. Já na incontinência mista, a paciente irá apresentar tanto sintomas de incontinência de esforço como de urgência, podendo desencadear o aparecimento de outra. Como tratar? A chave para o sucesso no tratamento é o diagnóstico preciso e individualizado. Para tanto, nos baseamos nos itens: sintomas, avaliação física e estudo urodinâmico, que é um tipo de exame que simula todo o processo de micção desde a fase do enchimento até o esvaziamento da bexiga. Um exame indolor e essencial para a escolha do tratamento. Qual seria o tratamento mais adequado? Com esses dados em mãos poderemos optar pelo tratamento mais adequado, dentre eles incluem-se os cirúrgicos, o uso de medicamentos para reduzir as atividades da bexiga, instilação de líquido dentro da bexiga, ou no músculo, com a mesma finalidade. A incontinência pode ainda estar ligada ao envelhecimento? É importante que as pessoas saibam que o problema não deve ser encarado como um processo normal do envelhecimento e que, ainda, atualmente, existem recursos eficazes para a maioria dos tipos de incontinência urinária e a grande maioria das mulheres obterá algum tipo de benefício ao procurar a ajuda de um especialista. Fernando de Assis é urologista, formado pela Universidade Federal de Uberaba/MG, com especialização no Hospital do Servidor Público de São Paulo/SP. No Acre, é responsável pela Unidade de Câncer Urológico do CACON. |
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