Val Sales
A campanha pelo voto ético, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ganha força este ano com a adesão de diversos órgãos, entidades e movimentos sociais. Em unidade, todos se levantam para combater a compra de voto e a corrupção nas eleições.
O objetivo é conscientizar a sociedade em geral, incluindo a classe política, de suas responsabilidades com relação à escolha de candidatos e à tomada de atitude daqueles que são eleitos para representar o povo. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Acre, trabalha com a campanha “Voto não tem preço, tem conseqüência”, e a Associação dos Magistrados defende o slogan “Eleições Limpas”.
Outras entidades, incluindo a igreja, também já demonstraram interesse no mesmo objetivo, motivo pelo qual todos resolveram se unir e formar uma base única de defesa do voto ético para gerar a moralidade no meio político. O presidente da OAB no Acre, Florindo Poersch, explicou que o movimento já conta com a participação de 32 entidades. Juntas elas irão combater, além da compra de voto, o uso da máquina pública em favor de candidatos, partidos ou coligações.
“Essa ação pode parecer uma gota no oceano, mas representa um primeiro passo e uma semente plantada para erradicar do país esse câncer chamado corrupção e que compromete a vontade popular”, enfatizou. Segundo ele, a fiscalização do processo eleitoral, desde a campanha até o dia do pleito, será feita por comissões formadas por advogados e representantes do diversos movimentos sociais, como a CNBB e outras organizações não-governamentais.
O padre Leôncio Asfury também ressaltou as constantes campanhas e orientações da CNBB com relação à conscientização do eleitor e do político. “A igreja, por meio da CNBB, vem emitindo algumas orientações sobre o perfil dos candidatos. Um ponto que vem sempre sendo lembrado é a integridade do político na administração do bem público, além de que ele deve ser uma pessoa correta e moralmente equilibrada”, declarou.
O padre disse ainda que a igreja também luta para que os representantes políticos tenham uma opção religiosa. “Acreditamos que a religião pode dar a pessoa alguns rumos e direcionamentos sobre suas atitudes”, afirmou. Para ele, o poder financeiro é uma das questões mais sérias que rondam o ambiente político e que faz com que os homens e mulheres mudem de comportamento quando passam a fazer parte desse meio. “Muitos buscam engordar seus bolsos com fartos salários e não usam da benevolência para aliviar a situação dos pobres”, observou.
Investindo no futuro
Com o objetivo de promover uma geração mais consciente de suas responsabilidades e direitos na escolha de seus representantes, o TRE mantém ativo o Programa Eleitor do Futuro. O desafio desse trabalho é despertar e resgatar a cidadania por meio de aulas, palestras, concursos de redação e atividades pedagógicas referentes ao tema “processo eleitoral”.
A ação difunde a importância do exercício do direito de votar entre os jovens de faixa etária dos 10 aos 15 anos, mostrando a relevância do voto e sua imprescindibilidade como manifestação da democracia. A equipe de “educadores” da Justiça Eleitoral leva a população jovem a discutir sobre seu próprio papel como cidadãos e agentes de mudanças para a família, a comunidade e a sociedade a que pertence.
O resultado no futuro será a consciência e a verdadeira inclusão política daqueles que irão participar e decidir os rumos do país num futuro próximo. O TRE fortalece mais ainda a primeira ação com a criação do “Projeto Eleitor Mais Cidadão”. Com isso, o órgão fortalece sua missão de assegurar à sociedade, os meios que lhe permitam o pleno exercício de seus direitos políticos.
Nos primeiros meses do ano o Projeto Eleitor Mais Cidadão levou os serviços eleitorais a vários bairros da Capital. As equipes percorreram as principais escolas de Rio Branco oferecendo inscrição eleitoral, transferência, segunda via e revisão eleitoral.
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