COTIDIANO

Obra da ponte do São Francisco
gera debate acalorado na Câmara

Oposição questiona ponte provisória.
Situação comemora reinício das obras


 

MARCELA BARROZO

O que era para ser recebido como uma boa notícia acabou causando um ruído no que seria apenas uma sessão tranqüila ontem na Câmara Municipal. Ao anunciar a retomada dos trabalhos na ponte sobre o igarapé São Francisco, o vereador Márcio Batista acreditou estar prestando contas de uma obra considerada o “calcanhar-de-aquiles” da prefeitura municipal.

“É inegável que existem transtorno no trânsito e extrema dificuldade de locomoção para as comunidades que dependem daquela ponte. Mas a Secretaria de Obras já está fazendo a terraplanagem para colocar as vigas metálicas, o que irá finalmente acelerar o processo de construção da ponte”, comemorou Batista.

No entanto, seus colegas de Casa, da bancada de oposição, Luiz Anute e Bete Pinheiro questionaram a construção de outra passarela, de madeira, em vez de os técnicos concluírem a obra de uma vez por todas. “Faço aqui um requerimento verbal para saber o valor dessa ponte nova. Por que duas pontes e não finalizar logo a que já estava em andamento e entregá-la logo à população?”, indagou Anute.

Batista rebateu afirmando que a plataforma de madeira é provisória, servindo para o deslocamento dos moradores enquanto a metálica não fica pronta. Ele também reprovou a atitude dos colegas ao classificarem de “incompetentes” os técnicos da obra.

Defesa - “Alguém aqui tem coragem de ser contra uma ponte provisória? Se ela fosse ficar no lugar da outra, que será permanente, aí sim, nem eu defenderia. A ponte no São Francisco foi um contratempo em virtude de um acidente geológico, mas estão querendo fazer dessa exceção uma regra. Nossos técnicos são incompetentes? É só prestar atenção à cidade em que estamos morando, o quanto ela mudou, e aferir o sentimento de orgulho da população em morar aqui”, contrapôs.

Também em defesa da obra, Márcio Oliveira reforçou que esta é uma das poucas intervenções em que a Prefeitura encontrou dificuldade e que os bairros periféricos estão passando por uma verdadeira transformação.

“Bairros como Boa União e Calafate, onde ninguém conseguia entrar dependendo da época do ano, agora estão passando por obras de infra-estrutura e saneamento. A ponte do São Francisco passou por problemas e foi duramente criticada. Quando a Prefeitura acha uma solução temporária, como a ponte de madeira para o trânsito dos moradores, também se critica. Não dá para entender isso”, concluiu.

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