COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 NACIONAL
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Trabalhadores fecham ramal
que dá acesso à Embrapa no Acre

Servidores entraram em greve nacional
ontem por tempo indeterminado

WHILLEY ARAÚJO

Alegando que a direção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o governo federal não estão reconhecendo os serviços prestados pelos 8,5 mil funcionários em todo o país, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) deu início ontem a uma greve nacional.

Com a paralisação, a categoria visa mostrar seu descontentamento e indignação junto à sociedade e pressionar o governo e a empresa a fecharem o acordo coletivo 2008 (que tem como data-base o mês de maio) com um aumento de 12% e garantir o reajuste na tabela salarial do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que segundo os trabalhadores encontra-se altamente defasado.

“As principais prioridades do movimento são o aumento de salários – equiparando-os a outras categorias de servidores públicos de carreiras estratégicas de Estado e, aumento do número de trabalhadores, liberação de recursos em tempo hábil e a desburocratização – gargalos para a implementação de projetos e ações estruturantes que visam melhorar as condições de trabalho no ambiente interno da empresa”, afirma Francisco Roberto Vieira Sampaio, presidente da Sessão Sindical da Embrapa no Acre.
A pauta de reivindicações inclui, ainda, elevação dos índices de titularidade que se refletem economicamente na base salarial de algumas faixas de trabalhadores, e a isonomia de benefícios; tais como equiparação de anuênios e qüinqüênios; licença especial e complementação pecuniária, pagos de forma discriminatória entre os empregados dessas empresas e reconhecimento de qualificação profissional.

De acordo com Francisco Sampaio, a Embrapa conta com uma média de 130 funcionários no Acre. Desse total, aproximadamente 80% aderiram ao movimento grevista. Os manifestantes bloquearam a estrada que dá acesso à empresa, impedindo desde as 7 horas da manhã a passagem de qualquer veículo pelo local.

“A paralisação é por tempo indeterminado. Porém, iremos nos reunir novamente na sexta-feira para fazer uma avaliação do movimento. Aqui no Estado, apenas 20% dos trabalhadores estão realizando suas atividades, bem como os cargos comissionados e os funcionários de serviços essenciais, que não podem parar”, ressalta o presidente da Sessão Sindical.

O diretor nacional de Ciência e Tecnologia do Sinpaf, Idésio Luís Franke, que veio ao Acre ontem reforçar o movimento dos trabalhadores da Embrapa, diz que 95% das unidades da empresa em todo o país estão paralisadas. Ele acrescentou que o Sinpaf espera que até hoje, ou mais tardar amanhã, a empresa e o governo apresente uma proposta para fechar um acordo coletivo que seja interessante para os trabalhadores. Caso isso não aconteça, Idésio assegura que será ajuizado um dissídio coletivo já na próxima segunda-feira. “A Embrapa é essencial para a agricultura brasileira, no aumento da produção de grãos e alimentos, e tem um peso grande, inclusive, na balança comercial, cooperando para o controle da inflação e para o aumento do superávit comercial”, enfatiza o diretor

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 09 de julho de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A