COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 NACIONAL
 OPINIÃO
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados poderá visitar índios isolados


Estará na pauta da próxima reunião deliberativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados o Requerimento nº 104/2008 de autoria do Deputado Henrique Afonso que requer a realização de uma visita, por um grupo de deputados membros da Comissão, à área dos índios Suruwaha no Estado do Amazonas e ainda a realização de uma reunião com representantes do Ministério Público Federal e das instituições CIMI e JOCUM com o objetivo de discutir e acompanhar o processo de retirada e afastamento das entidades da aldeia e como será estabelecido, doravante, o atendimento aos Suruwaha pelo Governo Brasileiro.

O parlamentar, ao justificar seu requerimento argumentou que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, dentro de suas atribuições, acompanha os trabalhos que são desenvolvidos nas áreas indígenas em todo país, procurando dar a todos os povos a assistência e o atendimento em suas necessidades e reivindicações e não poderia ser diferente com um povo ainda pouco conhecido que são os indios Suruwaha.

Para que ficasse claro sua intenção o autor do requerimento fez uma breve explanação sobre os Suruwaha informando que a aldeia se localiza no município de Camaruã na região sudoeste do estado do Amazonas, a noroeste da cidade de Lábrea e que o grupo é composto, hoje, por cerca de 140 pessoas, é único e monolíngue. Esclareceu que as primeiras notícias quanto a existência destes índios datam dos anos setenta quando moradores da região dizem ter tido contatos esporádicos com índios arredios no rio Coxodoá, município de Tapauá, estado do Amazonas, fatos que ocorreram entre 1972 e 1977. Esclareceu que em 1978 membros do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, através de um sobrevôo na área localizaram algumas malocas de um povo indígena desconhecido, mas que foi em 1980, após dois anos de intenso trabalho, que conseguiram estabelecer contato amistoso com os indígenas. O Deputado informou que em 1983 a FUNAI organizou uma expedição oficial para contatar com o povo, quando fez contatos com os índios, levou presentes, porém nunca mais voltou à área.

Henrique Afonso explicou que a partir de 1984 uma outra instituição passou a trabalhar com os Suruwaha, sendo ela a JOCUM – Jovens com uma Missão. O foco do trabalho inicial desta instituição era a análise da língua, membros da entidade fizeram descrições preliminares da língua suruwaha. Ocorre que como não havia na aldeia a presença de outros órgãos do Governo naquela área, o trabalho de cuidados básicos de saúde também acabou sendo parte do projeto da JOCUM entre os Suruwaha.

Deixou claro para a Comissão que há mais de 23 anos as duas instituições trabalham com os Suruwaha ocupando o espaço que era do Estado Brasileiro, prestando a eles atendimento nas áreas da saúde e social. A permanência dos membros das duas instituições na área estabeleceu,entre eles e os índios, uma relação de confiança e amizade. Somente no ano de 2003, a Fundação Nacional da Saúde, por meio do Departamento de Saúde Indígena passou a atender os Suruwaha de forma mais efetiva, tentando introduzir agentes de saúde na comunidade, tendo este processo recebido o apoio e o acompanhamento do CIMI e da JOCUM.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 9 de agosto de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A