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POLÍTICA

Protestos no Dia da Pátria

Polícia garante que professores iniciaram o tumulto no dia 7 de Setembro, que resultou em prisões e lesões corporais

Regiclay Saady
Comando Geral da Polícia Militar e Polícia Civil falaram ontem sobre o incidente


Val Sales

O comandante da Polícia Militar do Acre, Leandro Rodrigues, explicou ontem os motivos das prisões dos professores da Ufac que fizeram uma manifestação contra a política de governo do país no desfile do dia 7 se setembro em Rio Branco. Segundo Rodrigues, o foco dos manifestantes era o governador Jorge Viana e as autoridades que estavam no palanque, e que a agressão contra os policiais começou quando eles perceberam que não romperiam o cordão de isolamento.

A partir desse momento, começou o tumulto que resultou em quatro manifestantes detidos, dois policiais lesionados e duas motos da corporação danificadas. “Em nenhum momento houve intolerância por parte da PM e as detenções não ocorreram por causa da manifestação, que é um direito de todos, mas pelas agressões”, acrescentou. De acordo com ele, as instituições responsáveis pela segurança do desfile tinham um planejamento pronto, quando o comando ficou sabendo que haveria uma manifestação.

Naquele momento, os policiais receberam a ordem de fazer um cordão de isolamento, onde os manifestantes permanecessem na avenida Getúlio, Vargas em frente ao Colégio de Aplicação até que o desfile terminasse e a pista fosse liberada. “Não temos nada contra a manifestação, mas era um momento cívico, onde um grande número de populares compareceu para assistir ao desfile”, ressaltou.

Na confusão, os policiais Olímpio de Oliveira Barros e Marcos Sobral da Silva foram atingidos por pedradas e os professores Jerson Rodrigues de Albuquerque, Daniel Alves da Silva, Marineide da Silva Maia e João Emílio Mesquita de Freitas conduzidos foram à delegacia de flagrantes. Na especializada, a policial civil Maria Gorete também machucou a mão na chegada tumultuada dos detidos. O diretor-geral de Polícia Civil, Walter Prado, acionado na ocasião, disse que todos foram ouvidos e assinaram um termo de compromisso para comparecer ao Juizado Especial Criminal.

“Tivemos o zelo de antes encaminhá-los para o Instituto Médico Legal, onde cada um pudesse fazer o exame corpo de delito e seus depoimentos também foram acompanhados por parlamentares do Estado e pelo senador Geraldinho Mesquita”, garantiu. De acordo com o comandante Rodrigues, se for constatada culpa dos policiais, a própria corregedoria da PM vai instaurar inquérito para apurar as responsabilidades.

 
 
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Rio Branco-AC, 9 de setembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A