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Estrada do Pacífico Tião Viana diz que rodovia vai ampliar para US$ 1 bilhão o comércio do Acre com o Peru e a Bolívia |
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Brasília – A Rodovia Interoceânica poderá ampliar, num curto prazo, para cerca de 1 bilhão de dólares, as relações comerciais entre o Acre, Peru e Bolívia. A avaliação é do senador Tião Viana (PT/AC) ao destacar a importância da obra ontem, em discurso no Senado. Atualmente, o comércio naquela região movimenta pouco mais de 8 milhões de dólares. A pedra fundamental da rodovia foi lançada nesta quinta-feira na cidade de Puerto Maldonado, no Peru, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Alejandro Toledo (Peru) e Eduardo Rodriguez (Bolívia). Ao discursar, Lula afirmou que a estrada - de mais de 2.500 quilômetros, ligando o Brasil e a Bolívia ao litoral do Oceano Pacífico - faz parte da integração hemisférica pensada por Simón Bolívar. Já o senador Tião Viana, ao referir-se sobre a rodovia, destacou o empenho do presidente Lula para garantir o empreendimento. Viana disse que a ligação com o Pacífico “rompe com um preconceito que alguns grandes grupos empresariais peruanos tinham em relação à rodovia”. A rodovia ligará a Iñapari - cidade peruana situada na fronteira com Assis Brasil, no Acre - aos portos marítimos peruanos de Illo, Matarani e San Juan. A comunicação entre Brasil e Peru se dará por meio da ponte sobre o rio Acre, em fase de construção. Viana acrescentou que a ligação terrestre com os portos peruanos beneficiará uma população de cerca de 33 milhões da chamada Amazônia Andina – área que envolve os três países (Brasil, Peru e Bolívia) – e favorecerá o comércio e o turismo naquela região. Lembrou que estrada propiciará o aumento na venda de produtos brasileiros como frutas, pescado e madeira. Segundo Tião Viana, hoje grandes empresas brasileiras já começam a se instalar nas margens da Rodovia Interoceânica, de olho na grande potencialidade que pode representar para a região. “Temos ali um horizonte estratégico para o ecoturismo”, disse. Hoje, a segunda fonte de migração do turista europeu é para a Américas. Depois de Cancun, no México, a cidade de Machu Picchi – localizada a poucos minutos de vôo do Acre - é o segundo roteiro turístico, “e, agora, com a ligação terrestre, essa rota será consolidada definitivamente porque haverá um fluxo maior de pessoas para a região porque o transporte ficará mais barato”. Impacto ambiental Viana ressaltou a atuação do governador do Acre, Jorge Viana, que segundo ele tem buscado, com muito zelo, de maneira muito judiciosa, adotar as devidas precauções quanto ao impacto ambiental, com a preservação das populações tradicionais que vivem às margens da rodovia para que elas não sejam afetadas. - É fundamental essas comunidades não percam sua identidade cultural, suas tradições. Do contrário, seria questionável construirmos um grande corredor para a passagem do grande caminhão carregado de riquezas e de produtos comerciais. Por isso, temos de nos atentar para esse importante detalhe. Mas o governador Jorge Viana já analisou minuciosamente todas essas possibilidades, concluindo que a construção da rodovia é plenamente viável, econômica e culturalmente, afirmou. Dois consórcios brasileiros, liderados pelas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez venceram a licitação. A previsão é de que serão construídos mais de mil quilômetros, cujo custo estimado é de US$ 700 milhões, segundo dados do Itamaraty. O trecho da rodovia do lado peruano será construído com a ajuda financeira do governo brasileiro. O governador do Acre, Jorge Viana (PT), um dos defensores da ligação com o Pacífico, organizou uma caravana de empresários do Acre para prestigiar a cerimônia. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
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| Com Roberta Lima |
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| Com Leonildo Rosas |
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