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Angelim é sabatinado por estudantes Prefeito de Rio Branco fez palestra para alunos do Colégio Vitória e fala sobre diversos aspectos de sua administração |
![]() Angelim respondeu perguntas feitas pelos alunos do ensino infantil |
Aldo Alves – Com que objetivo o senhor está construindo novas praças nos bairros ? Angelim – Eu sou do tempo em que as praças eram para a família. Acredito que elas devem servir para que a mãe possa passear com a sua criança, para que os jovens possam passear nelas ou ler uma revista. A nossa gestão tem um compromisso também com o lazer, com o bem-estar de nossa população. Por isso, é importante a construção das praças, principalmente nos bairros que são onde as pessoas moram. Ariadne Miranda – Qual foi o bairro que mais teve trabalho para ser reformado ? Angelim – Todos têm quase sempre as mesmas dificuldades e uma das maiores está na desorganização de suas ruas. Porque Rio Branco foi uma cidade construída sem planejamento. A gente vê casas e postes no meio da rua, com algumas ruas parecendo um “S”. Mas o mais difícil mesmo foi o Mocinha Magalhães (a maior obra de urbanização em bairros já realizada) onde tinha gente com quintais e casas avançando nas ruas e até um indivíduo que se dizia proprietário de uma terra de cinco hectares que não era dele, era pública, reivindicando a sua posse; Artur Soares – Ainda existem bairros que não foram ajudados pela prefeitura? Angelim – Sim. Ainda temos muito que fazer pela cidade, porque são 183 bairros. Rio Branco cresceu desordenadamente e só estamos há pouco menos da metade de nossa administração. Entres os feitos que se destacam estão as reformas nas nossas escolas, as pavimentações de ruas, a ampliação do abastecimento de água e a limpeza da cidade. Para esse próximo ano, com certeza, estaremos fazendo muito mais. Flávia Vasconcelos – No período de alagação, muitas pessoas ficam desabrigadas. Qual a sua contribuição com essas pessoas? Angelim - Na última alagação nós fizemos um grande trabalho para oferecer o maior conforto possível às vítimas dos bairros alagados. No passado, as pessoas desabrigadas eram misturadas a alcoólatras e pessoas violentas, sem qualquer privacidade. Agora na última alagação, tudo foi diferente, porque organizamos os abrigos em forma de divisórias de compensados, com cômodos para cada família e com uma cozinha separada. Mas sabemos que só isso não basta, e por isso mesmo, fizemos há pouco tempo a retirada de 45 famílias que moravam às margens do rio Acre, em situação de risco, que passam a morar em novas residências construídas com recursos próprios. Até o final dessa gestão serão muito mais pessoas morando em locais seguros e longe do problema da alagação. Gabriel Almeida – O que o senhor está fazendo para melhorar o poder aquisitivo da população? Angelim – Aqui em Rio Branco nós recebemos o apoio do Governo Federal, por meio do programa Bolsa Família, que destina 40 mil benefícios a famílias carentes com crianças na escola. Claro que o ideal seria que essas famílias tivessem um emprego, pois, como a Bíblia diz que o homem deve trabalhar para ganhar “o seu pão com o suor do próprio rosto”. Quanto a isso, o que a gente tem feito é proporcionar educação, por entendermos que é por esse meio o caminho mais seguro para a conquista de um trabalho. Na Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos), possibilitamos a alfabetização de 80 garis e margaridas. Eles passaram a ler e a escrever e estão continuando os seus estudos. Alguns afirmam categoricamente que vão dar exemplo a seus netos e que ainda se tornarão donos de diploma de nível superior; João Fernandes – O que está sendo feito pelo Igarapé São Francisco ? Angelim – Nós retiramos dele mais de 300 toneladas de lixo, inclusive um fusca que tinha lá (risos na platéia). Toda a limpeza do igarapé foi feita e nesse momento estamos fazendo o replantio da mata ciliar ao longo da sua calha. Mas outro fato sobre o igarapé é que estaremos urbanizando o trecho que vai da Avenida Antônio da Rocha da Viana até a Avenida Getúlio Vargas. Yara Mesquita – Qual é o seu planejamento prioritário nos bairros? Angelim – A prioridade é sempre para os bairros mais pobres. A primeira coisa é provocar uma redução da violência por vários meios, inclusive colocando luminárias nos postes. Depois executar um amplo trabalho de drenagem e de implantação da rede de água. Só então, outra equipe entra com a parte de pavimentação com tijolos ou com asfalto; Rodrigo Augusto – Do ponto de vista da sustentabilidade da cidade, qual é a contribuição da prefeitura? Angelim – A sustentabilidade pode ser ambiental, do ponto de vista da preservação de nossas florestas e de nossas áreas verdes urbanas. Pode ser cultural, do ponto de vista da manutenção de nossas raízes históricas. Pode ser política, por causa do compromisso com a terra em que vivemos e ainda pode ser econômica, quando promovemos mercados para nossos produtos. Particularmente, acredito que não só Rio Branco como o Acre, de um modo geral, caminha para essas garantias. Está se tornando auto-sustentável nos mais diversos setores, na medida em que vemos, por exemplo, a nossa madeira certificada sendo exportada para 18 países; Para o próximo ano estamos esperando cerca de R$ 80 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, para trabalhar em 12 bairros de Rio Branco. Vamos trabalhar para atender aos mais carentes. |
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