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Acre discute Arborização Urbana Evento reúne especialistas na área, que debatem formas de fazer a cidade mais agradável |
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Qualquer pessoa que transita pelas ruas uma cidade a pé, em horários em que o Sol está mais intenso, gostaria de encontrar pelo caminho a sombra de uma árvore para tornar a caminhada mais agradável, ou seja, gostaria de ter ruas arborizadas. Porém, tornar uma cidade arborizada de forma correta requer planejamento e estruturação. Visando esse objetivo, especialistas na composição de cenários ambientais urbanos de outros Estados, gestores, engenheiros e estudantes participam, desde ontem, do 1º Encontro Acreano de Arborização Urbana, que está acontece no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O tema do encontro é Árvore no Ambiente Urbano: Planejamento e Estruturação. Durante os dois dias, temas diversos sobre arborização nas cidades da Amazônia estão sendo enfatizados, com a apresentação de experiência de outras cidades que também cresceram de forma desordenada, exposição dos problemas de Rio Branco, quais as espécies mais comuns no ambiente urbano, sempre colocando a importância da vegetação para a o embelezamento da cidade e para qualidade de vida da população, além de mostrar a importância de ser ter um profissional especializado em arboricultura para a realização desde processo. “É durante o dia-a-dia que se observa a importância de se discutir a arborização urbana de uma cidade. Quando as redes elétricas ou de telefone são danificadas pelas copas das árvores, calçadas e canos são destruídos pelas raízes ou ainda quando uma árvore oferece risco com os ventos que se compreende que arborizar não é simplesmente plantar uma árvore qualquer”, explica Arthur Cesar Leite, secretario municipal de meio ambiente. Arthur explica que há um ano governo e prefeitura firmaram uma parceria com Universidade Federal do Acre (UFAC) para começar a dimensionar que espécies são adequadas para se plantar, como fazer podas em algumas árvores da região e também como trabalhar a questão do patrimônio histórico já que algumas árvores são tombadas no município. Ele também explica que a população pode e deve plantar árvores desde que haja a preocupação de se obter informações sobre a espécie e se ela é adequada para o local onde será plantada. “A idéia principal do encontro é integrar os setores de urbanismo e ambiental para que se tenha um planejamento urbano e evite esses problemas no futuro. Nesse primeiro momento o encontro é voltado apenas para as pessoas que trabalham com arborização, quem faz os projetos urbanos, conversar com os viveiristas, com os profissionais que trabalham com paisagismo para que as futuras árvores se integrem a nossa paisagem de uma forma definitiva”. Segundo o secretário Estadual de Floresta, Rezende Duarte, o Acre é considerado um estado muito arborizado, segundo índices da Organização das Nações Unidas (ONU), porém, com uma predominância muito grande de árvores nos quintais das casas. Para que no futuro o cenário seja diferente, estão sendo enviadas para todos os municípios do Estado milhares de mudas de espécies nativas da região e apropriadas para espaços urbanos. “O próximo passo será o trabalho educativo de conscientização da comunidade, associações de bairro e planejamento técnico para que se plante árvore corretamente”, diz ele. Benefício da Arborização Urbana correta Arborizar uma cidade não significa apenas plantar árvores em ruas, jardins e praças ela deve também atingir objetivos de ornamentação, melhoria microclimática e diminuição da poluição. As árvores e outros vegetais interceptam, refletem, absorvem e transmitem radiação solar, melhorando a temperatura do ar no ambiente urbano. No entanto, a eficiência do processo depende das características da espécie utilizada, tais como a forma da folha, a densidade foliar e o tipo de ramificação. Algumas árvores têm a capacidade de filtrar compostos químicos poluentes, como o dióxido de enxofre (SO2), o ozônio (O3) e o flúor. Mesmo considerando-se que as árvores podem agir com eficiência para minimizar os efeitos da poluição, isso só será possível por meio da utilização de espécies tolerantes ou resistentes. Os danos provocados pela poluição atmosférica podem ser muito significativos, dependendo principalmente das espécies utilizadas e dos índices de poluição. | |
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