COTIDIANO

APA do Amapá: a busca por novos caminhos

 


Andréa Zílio

Eles moram em uma área de mais de 5 mil hectares, totalizam 506 famílias, e por meio da organização da Associação de Moradores e Produtores Rurais do Amapá (Amprea) buscam uma nova direção para o lugar que já não é mais tão verde, afinal, foram décadas de um modo de vida que não se importou com a conservação ambiental.

Nesta quinta-feira, 8, mais um importante passo foi dado desde a fundação, há cinco anos, da Área de Proteção Ambiental (APA) do Amapá, com a assinatura do termo de cooperação técnica entre a Amprea, criada há três anos, e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que permitirá a parceria em diversas ações, entre elas, o plano de manejo que pretende ser uma das ferramentas de potencialização da área.

Também foi acordado um convênio para desenvolver ações sócio-ambientais com os moradores da APA do Amapá. A presidente da Amprea Terezinha Santana, diz que vai estudar junto a eles da área sobre qual curso solicitará através do convênio, uma das possibilidades é o de planejamento para que possam elaborar os projetos que pretendem desenvolver.

Eugênio Pantoja gestor da Sema, comenta que no encontro desta quinta-feira a conversa com os representantes da Amprea serviu para afinar as propostas do que podem realizar juntos. Além dele, participaram da conversa representantes do Zoneamento Econômico Ambiental, Social e Cultural de Rio Branco (ZEAS), do Seamp, da Divisão de Água e Recursos Hídricos e da Gestão Ambiental e Territorial da Sema, e do conselho da APA do Amapá. “A reunião serviu para levantarmos as dificuldades dos moradores da APA do Amapá e estudar como podemos potencializar as ações dos moradores. Essa parceria é importante para que no trabalho em conjunto sejam encontradas soluções”, comenta.

Uma direção – A própria natureza clamou por socorro mostrando sinais de que já estava bastante ameaçada e alguns habitantes da APA do Amapá ouviram, por também sentirem essas agressões. E o que começou com o intuito de apenas preservar o lago, expandiu, pois é necessário preservar mais que suas águas.

Terezinha é quem está à frente desse grupo de pessoas. Ela conta que vinte mulheres da comunidade atuam no projeto Costurando o Futuro, em que receberam por meio da Ong Vertente, formação de corte e costura. É na própria área da casa da presidente da Amprea que as aulas e produções acontecem.

A improvisação, segundo ela, foi necessária, mas sabe que a Amprea precisa de um espaço. “Conseguimos um orçamento de R$ 500 mil no Orçamento Participativo para a construção de uma quadra e de salas para os cursos e a administração da Amprea. Mas sabemos que precisamos de mais que isso, de equipar esse espaço para que ele gere renda”, comenta.

Novos rumos – Os problemas enfrentados pelos moradores da APA precisam ser solucionados com a preocupação de conservar o meio ambiente, segundo Terezinha, e a angústia deles é presente na busca por respostas.Eugênio diz que a mesma angústia que os moradores enfrentam está presente no Governo Binho, por isso, a Sema pretende detectar as respostas junto a comunidade, trabalhar a questão ambiental e envolver outros órgãos governamentais os ouros assuntos.

 

 
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