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POLÍTICA

Ex-deputado Roberto Filho poderá ter nova prisão decretada hoje

Denunciado teria contratado pistoleiro para matar autoridades

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Roberto Filho já responde
a outros crimes na Justiça


Renata Brasileiro

A juíza da 2ª Vara Criminal Denise Bonfim decide nas primeiras horas de hoje se acata ou não a prisão do ex-deputado Roberto Filho, pedida pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A ação chegou às mãos da juíza ao meio-dia de ontem, mas não foi analisada em razão de a magistrada ter compromissos com os corregedores no início da tarde, no Tribunal de Justiça.

Segundo informações obtidas pelo Página 20, a ação está relacionada a contatos feito pelo ex-deputado com um pistoleiro para encomendar a morte do juiz da 4ª Vara Criminal Clóvis Cabral, da promotora de Defesa do Consumidor Alessandra Marques e do suplente a assumir a vaga da deputada Naluh Gouveia na Assembléia Legislativa do Estado, Josenir Anute. Por coincidência ou não, os três não se encontram no Estado.

A fonte informou ainda que a ação possui mais de dez páginas, com provas materiais, explicando os motivos pelos quais as três pessoas seriam executadas a mando do ex-deputado.

O juiz Clóvis Cabral foi quem decretou a prisão preventiva de Roberto Filho há mais de um mês, por ter ameaçado o corretor de seguro que não dera ganho de causa para o incêndio na sua casa. A promotora Alessandra Marques foi a autora da denúncia.

No referido processo o ex-parlamentar teria cometido o crime de incolumidade pública, previsto no Art. 250, do Código Penal, que significa “causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem”. Pelo que consta no processo, Roberto Filho teria posto fogo na própria residência com o fim de receber o seguro.

Já a suposta encomenda da morte de Josenir Anute seria pelo fato de ele ser o primeiro-suplente da Frente Popular. Filho é o segundo-suplente da coligação e passará a ser o primeiro a partir da posse de Josemir Anute, que assumirá a vaga deixada por Naluh Gouveia, escolhida recentemente para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Essa não é a primeira vez que Roberto Filho é citado como ameaçador. Em maio deste ano o deputado Élson Santiago (PMN) afirmou que também se sentiu ameaçado por Roberto Filho.

Na época, o parlamentar procurou o deputado Edvaldo Magalhães na Assembléia Legislativa pedindo segurança. Santiago suspeitou que poderia estar sendo ameaçado quando seu irmão, o empresário Nelson Brás Filho, percebeu uma camionete que estava rondando a casa de seus pais, no bairro José Augusto. Ao seguir o veículo, o empresário viu o ex-deputado dentro da camionete.

Na mesma época, o então suplente Ney Amorim (PT) também recebeu visitas de Roberto Filho. Assustado com o episódio anterior de Santiago, mudou de endereço.

 
 
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Rio Branco-AC, 9 de novembro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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