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Do Editor |
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A rota da droga A Lei do Abate, aprovada este ano e que possibilita que a Força Aérea derrube aviões não identificados que invadam o espaço aéreo brasileiro, alterou muito as rotas do tráfico de droga na Amazônia. O transporte de entorpecentes, que em sua maioria era feito em pequenos aviões, agora acontece por via terrestre, aproveitando a imensidão da região e as dificuldades de fiscalização das fronteiras com o Peru e a Bolívia. A comprovação desse fato se dá pelo aumento do número de apreensões feitas pelas polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil. Para se ter uma idéia do volume, em Cruzeiro do Sul, na quarta-feira, foram apreendidos mais de 128 quilos de cocaína. Este ano, em todo o Estado, o volume de apreensões se aproxima de meia tonelada. A astúcia dos traficantes a cada dia parece maior, desafiando o trabalho de inteligência da polícia. É uma luta de gato e rato sem fim. Mas é justamente com inteligência que a polícia vem logrando êxito. Muitas vezes uma apreensão como a de quarta-feira é o resultado de meses de intensa investigação. Apesar das dificuldades estruturais, financeiras e de pessoal, há que se elogiar o trabalho dos agentes, delegados e demais responsáveis pelo sucesso das operações realizadas este ano. Em especial, os da Polícia Federal, principal responsável pelo combate ao tráfico de droga no país. Ressalte-se também a parceria entre as polícias federais (PF e PRF) e do Estado (PM e Civil). O trabalho conjunto talvez seja o maior motivo do bom desempenho de todas no combate ao tráfico de drogas no Acre. |
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