o

VARIEDADES

O Dólar Furado na tela do Cine Teatro Recreio

 


Um dos principais clássicos do cinema italiano será exibido hoje, às 19 horas na I Mostra Itinerante – Retrospectiva do Cinema Italiano, o Dólar Furado, de Kelvin Jackson Padget. Após o fim da Guerra de Secessão Americana, o ex-justiceiro Horrara (Gemma) parte em busca de um emprego e de um lugar melhor para morar com sua esposa. Mas, ao chegar em um povoado no Oeste, recebe uma proposta de um banqueiro da região para prender um justiceiro chamado Blackwide, sem saber de que se trata de seu irmão que acaba morto. Agora, Horrara, revive os velhos tempos de justiceiro e vai em busca de vingança contra o banqueiro que descobre ser o verdadeiro bandido da região.

A Mostra é uma realização da Federação das Entidades Culturais Ítalo-Brasileiras do Estado de São Paulo, Fundação de Cultura Elias Mansour e da Associação Brasileira de Documentarista e Curta-Metragistas do Acre (ABDeC-Acre). Entrada franca.

“O incrível exército de Brancaleone”

Amanhã a Mostra exibe “O incrível exercito de Brancaleone”, de Mário Monicelli, no mesmo horário e local.

O filme retrata os costumes da cavalaria medieval através de uma demolidora e bem humorada sátira, onde a figura central é Brancaleone, um cavaleiro atrapalhado que lidera um pequeno e esfarrapado exército, perambulando pela Europa em busca de um feudo. Trata-se de uma paródia a D. Quixote de Cervantes.

Brancaleone consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia “guerra, peste e fome”.

Sátira medieval

Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal, o poder da Igreja católica, o cisma do Oriente e a presença dos sarracenos.

O filme é uma sátira de histórias medievais nas quais valorizam-se a grandiosidade, a coragem e o heroísmo dos cavaleiros. O exército Brancaleone é formado por quatro amigos tão ousados quanto desastrados que decidem tomar o reino de Aurocastro. Durante a aventura eles passam pelas situações mais estapafúrdias e hilárias, mas também por momentos críticos que envolvem a peste negra e a fome.

Monicelli homenageia o clássico de Cervantes, ao fazer do personagem central Brancaleone – numa interpretação histórica de Vitorio Gassman – uma espécie de Dom Quixote atrapalhado, sem a elegância do original, porém com muita irreverência. Como qualquer clássico “O Incrível Exército Brancaleone” é obrigatório, mas ao contrário de outras obras-primas do cinema, a narrativa é divertidíssima. Impossível não ficar com sua música-tema na cabeça: “Branca, branca, branca... Leone, leone, leone”.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 9 de dezembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL