COTIDIANO

Município de Rio Branco promove 6ª Conferência Municipal de Saúde

Ato ratifica novas políticas de atendimento à saúde preventiva

 


Após exaustivos debates, em três pré-eventos na comunidade, a Prefeitura de Rio Branco abriu ontem a sua 6ª Conferência Municipal de Saúde, cujo tema é “Pactuando a Saúde como Fonte de Vida na Cidade de Rio Branco”. O evento acontece num momento em que a administração municipal consolida o controle social, com ações que estão permitindo um aumento do bem-estar da população.

O prefeito Raimundo Angelim considera que as discussões, que aconteceram ontem e que continuam hoje, no auditório da Secretaria de Educação do Estado, devem ser muito mais amplas e abertas, com abordagens a fatores muito mais complexos que apenas a questão do atendimento nos centros e módulos de saúde de Rio Branco. Ele citou o desemprego e a baixa renda como exemplos de problemas que influenciam diretamente na saúde da população.

“Muito antes de ser um problema estrutural, a saúde deve ser observada com uma visão macro, muito maior, e que passa por problemas como a falta de saneamento básico e a exclusão social”, pontuou Angelim.

Na opinião do prefeito, entre os fatores que precisam ser melhorados estão o aumento no número de módulos de saúde, a contratação de mais profissionais, a capacitação de servidores e o melhoramento estrutural dos centros de saúde.

O município defende uma nova estrutura de funcionamento dos 12 centros - que serão 14, depois da construção do Calafate e do Cadeia Velha -, a partir de 2007. Eles devem funcionar de forma segmentada com os módulos de saúde.

Para o ativista Gilson Albuquerque, da União das Associações dos Moradores de Rio Branco, um fator que merece atenção é a obrigatoriedade da permanência dos médicos nos centros de saúde. “Devemos cobrá-los a cumprir as quatro horas de serviço nesses centros, que raramente são cumpridos integralmente”, diz.

O secretário de Saúde, Eduardo Farias, ressalta que é preciso que os módulos tenham um médico generalista e um agente de saúde. “Essa será a nossa próxima meta”, afirma ele. “Caso esses profissionais não resolvam o problema, só então o paciente será encaminhado ao centro de saúde”, completa.

O primeiro ato do dia na conferência foi a leitura e a aprovação do regimento, cujo mediador foi o próprio secretário Eduardo Farias. O documento contém uma série de pontos acertados nas pré-conferências, e que teve a participação de pessoas da comunidade e dos movimentos populares. Além dos profissionais de saúde e de representantes das associações e comunidades de bairros de Rio Branco, participam da conferência os vereadores Maria Antônia e Márcio Batista, líder do prefeito na Câmara e diversos profissionais de saúde.

 

 
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Rio Branco-AC, 9 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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