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Jorge
Viana abre oficialmente ano letivo escolar em nova fase da educação
pública estadual |
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Este ano, os alunos da rede pública retornam mais cedo para as salas. Pela primeira vez, as aulas começam na segunda semana de fevereiro, e de acordo com o secretário de Educação, Arnóbio Marques, o dia 9 de fevereiro marca o início de uma nova etapa no ensino público do Estado. Segundo Jorge Viana, o governo já superou a primeira etapa de investimentos na estrutura física e humana da rede pública. Agora o momento é de concentrar as atenções na melhoria da qualidade do ensino. “O foco agora é na sala de aula”, especificou. Na solenidade foram entregues os primeiros quites escolares para os alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. No total, 60 mil alunos de todo o estado receberam ontem os kits com cadernos, réguas, borrachas, camiseta, mochila, apontador, cola, lápis, e outros materiais de uso em sala. Os quites este ano estão sendo entregues no primeiro dia de aula. Com 54 anos de história, a escola Maria Angélica de Castro foi escolhida para o ato simbólico de início das aulas por ser uma das mais tradicionais do Estado e ter apresentado um dos melhores rendimentos na equipe de ensino. Muitas personalidades importantes da sociedade acreana já estudaram na escola, entre elas o próprio vice-governador do estado Arnóbio Marques. O número de alunos subiu este ano para 680 e o estabelecimento de ensino foi tombado como patrimônio do povo acreano. A escola é um exemplo significativo do que vem ocorrendo na rede estadual nos últimos cinco anos. Maria de Fátima Rocha da Costa é mãe de uma das alunas da escola Maria Angélica. “O rendimento da minha filha aumentou bastante depois do pré-escolar. Ela já está lendo muita coisa”, orgulha-se. Sua filha, Marcela Costa da Rocha, de 6 anos, confessa que ontem acordou cheia de vontade de ir para o primeiro dia de aula. “Gostei das férias, mas estava com saudade da escola.” A mãe de Marcela comenta ainda que ficou muito mais entusiasmada com a antecipação do início das aulas. “Criança tem que estar mesmo é na escola.” Nova lei de gestão garante mais autonomia nas unidades de ensino A nova Lei de Gestão Escolar rege as ações pedagógicas e administrativas nas escolas públicas do Estado. Ela foi elaborada ano passado com a participação dos professores do estado inteiro e a equipe técnica da Secretaria de Educação. As discussões foram intensas e a votação final ocorreu em plenária que só encerrou depois das 22h e contou com a participação efetiva dos diversos seguimentos e de parlamentares. A mudança que essa lei traz para o ensino no Acre é um dos grandes diferenciais que começam a funcionar a partir de 2004. De acordo com o secretário de Educação, Arnóbio Marques, a nova lei garante mais autonomia para as gestões de cada escola, essas administrações terão menos dependência da Secretaria de Educação e isso também permitirá a elevação da qualidade do ensino. “Essa lei foi uma decisão e um desejo dos professores. O objetivo principal é a qualidade do ensino. A partir dela nós temos uma forma de acompanhar a qualidade”, explica o secretário. Segundo ele, a lei anterior já havia sido um avanço muito grande que garantiu a eleição direta dos diretores. Mas a nova tem uma diferença fundamental. “Ela define que o diretor antes de ser eleito ele passe por um processo de seleção. Isso já qualifica melhor os diretores de escola. Governo repassará R$ 5 milhões direto para o caixa das escolas O novo modelo de gestão escolar é fruto de uma construção que teve início no primeiro ano de mandato do governador Jorge Viana. A primeira fase desse processo foi focada na recuperação da infra-estrutura das escolas e oferecimento das condições ideais de trabalho para os professores e alunos. Nos últimos cinco anos, a equipe da Secretaria de Educação priorizou suas ações na reforma, construção de novas escolas e aparelhamento dos estabelecimentos de ensino. Além disso, o governo elevou o piso salarial dos professores de 500 para 1200 reais (um dos melhores salários do país) e ofereceu oportunidade de formação acadêmica para todos os professores. O ano de 2004, para o governo, é portanto um divisor de águas na educação pública estadual. O foco agora do efetivo técnico e de professores está na qualidade do ensino. As atenções se voltam para o que ocorre dentro de sala. A diretora da escola Maria Angélica, Maria Raimunda Cunha, conta que o entusiasmo da equipe na escola é geral. “Hoje nós estamos assumindo o novo modelo de gestão, uma gestão que prioriza a qualidade no ensino com a participação dos professores e da comunidade. O modelo que iniciamos hoje não poderia ser melhor. Com certeza quem mais tem a ganhar com isso são os alunos”, garante a diretora. Para proporcionar as condições ideais de aprendizado nas escolas estaduais, o governo da floresta desde o seu primeiro ano inicia uma política de descentralização. Antes de 1999, as direções de escola não contavam com dinheiro algum em caixa. Em 99, cada escola passou a receber sete reais por aluno. O valor foi crescendo a cada ano. Em 2003, já era de 17,50 reais. E este ano as escolas passam a receber 25 reais por aluno direto no caixa de cada unidade de ensino. Os recursos somarão ao final do ano um investimento de R$ 5 milhões do governo só para as gestões localizadas em todas as escolas. É por tudo isso que o governador Jorge Viana afirma em letras grandes que a Educação no Acre está passando por uma verdadeira revolução. “O nosso desejo é que esse exemplo contamine também as prefeituras municipais e até a Universidade Federal do Acre”, almeja. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| ANCELMO GÓIS |
| Com Ancelmo Góis |
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