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Aquecimento das vendas no carnaval anima comerciantes do Segundo Distrito |
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“O carnaval é uma festa que a gente pode chamar de cultura de aceitação coletiva, mas o gosto por bons produtos ainda é uma exigência da maioria”, assegurou o pequeno empresário Arilton Correia, residente na área há mais de dez anos. “Vi o calçadão da Gameleira cair e ser reerguido, a escuridão e o caos dá lugar ao espaço que hoje dá gosto de ver e investir”, observou o empresário. Arilton disse que apesar da interdição no transito e das restrições no comércio de bebidas o aumento nas vendas é garantido. “Esperamos que esse ano se repita o mesmo sucesso do ano passado e certamente o lucro será significativo”, assegurou. Gleide Teixeira de Souza, também comerciante da área disse que essa é a melhor época de vendas, onde o comerciante ganha, além do acréscimo no movimento, a garantia de total segurança. “Concordo inclusive com a proibição da venda de bebidas alcoólicas fortes. Isso quer dizer que temos que nos preparar para receber uma clientela mais exigente e acima de tudo voltada para a tranqüilidade e a tradição”, afirmou. Outro comerciante que está animado com a movimentação é Cledson Bórges dos Santos. Segundo ele, o governo do Estado está patrocinando, através desse evento, não só o apoio financeiro, mas a valorização moral de uma área de comércio que durante muitos anos amargou no esquecimento das administrações passadas. Folia alegra até os mais exigentes “São cinco dias lindos”, lembra a aposentada Naila dos Santos moradora da rua Senador Eduardo Asmar desde 1945. Ela lembra que não costumava aderir à folia por causa da criação severa do pai, mas que seu falecido marido, conhecido no meio carnavalesco como Luizão, foi rei momo por mais de 15 anos. “Ainda não brinco carnaval, mas fico feliz em assistir ao resgate da festa que já foi o centro das atenções de jovens e adultos de meados da década de 20, aqui mesmo no Segundo Distrito”, lembrou. Dona Naila também lembra dos bailes gloriosos realizados na Tentamen e que reunia toda a sociedade da época. Hoje, segundo ela, ainda existem muitos moradores antigos e comerciantes que vêm se adaptando às mudanças sem abrir mão das boas lembranças. Ela sempre aproveita o período para montar uma barraca de salgados, próxima ao calçadão e garante que conta com clientes cativos ao seu tempero. “Esse resgate da cultura muda a vida da comunidade em todos os sentidos”, assegurou. A dona de casa Norma Cristina fez questão de ressaltar que a área comercial já oferece bom preço e qualidade mesmo antes desse período de festa. “Essa é mais uma oportunidade dos empresários conquistarem novos clientes que certamente voltarão depois do carnaval para lembrar os bons momentos, ou simplesmente porque gostou do atendimento. Não brinco mais carnaval, mas não perco a chance de assistir de perto a alegria das pessoas”, finalizou. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| ANCELMO GÓIS |
| Com Ancelmo Góis |
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