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Tota diz que não apóia acordo do PL com o PPS O deputado João Tota, único parlamentar federal do PL no Acre, afirmou ontem que não participou, não referendou e não apoiou, em momento algum, a decisão tomada por alguns membros do seu partido de fechar acordo com o PPS em torno da candidatura do ex-deputado Márcio Bittar a prefeito de Rio Branco. Segundo o deputado, a direção do partido no Acre ainda não se reuniu para tomar qualquer decisão em torno das eleições municipais deste ano e muito menos em relação à disputa para a prefeitura da capital. Por isso, o parlamentar disse não reconhecer o acordo que teria sido firmado semana passada entre membros de seu partido e a direção do PPS. João Tota adiantou que está aguardando a chegada ao Estado das principais lideranças de seu partido para que a questão das disputas eleitorais seja discutida. O deputado João Tota também fez questão de rechaçar a posição de “murista” atribuída a ele por alguns setores da imprensa acreana no episódio do acordo do PL com o PPS. “Quem me conhece sabe que não sou um homem de meio-termo. Jogo para ganhar ou para perder, mas jamais fico em cima do muro”, disse o deputado, que prometeu até o final desta semana tomar pública sua posição sobre a participação de seu partido na disputa eleitoral deste ano. Reafirmando o que dissera na semana passada, o deputado considerou “uma loucura” a decisão de alguns membros do partido de fechar um acordo eleitoral sem que a questão fosse também discutida por suas principais lideranças. Nesse ponto, João Tota voltou a lembrar que a falta do debate foi um dos principais motivos de sua decisão de sair do PP, seu antigo partido, que estava, segundo ele, sendo comandado por pessoas que não tinham credenciais políticas para tanto. “Se eu saí do antigo partido porque não concordava com a posição autoritária de determinados elementos, por que iria agora aceitar uma decisão que não contou com a participação das principais lideranças do meu partido?”, indagou o parlamentar, ao prever que até o final desta semana estará conversando sobre o assunto com o vice-presidente regional Aureliano Pascoal, com o prefeito Isnard Leite e com outras lideranças. (Romerito Aquino) Escritor acreano em SP A editora Companhia das Letras e a Livraria CAASP lançam quinta-feira, 12, na Praça da Sé em São Paulo, o livro “Vida Pregressa”, do escritor acreano Joaquim Nogueira, que em 2000 lançou com grande sucesso “Informações sobre a Vítima”, sua obra de estréia. Joaqum, atualmente com 64 anos, é filho de seringueiro e nasceu em Sena Madureira. Antes de chegar a São Paulo, onde vive como delegado de polícia aposentado e agora também como escritor, foi ajudante de pedreiro, pintor de paredes, auxiliar de escritório, bancário, oficial de justiça e delegado de polícia. Nos anos cinqüenta, estudamos juntos no Colégio Acreano, numa turma que contava com Edílson Martins, Marlize Braga, Flora Valladares, Paulo Oliveira, Jamile Mamed, Itassucê de Oliveira e muitos outros amigos que se dispersaram. Desde que ele lançou “Informações sobre a vítima”, em 2000, reatamos contato e trocamos “emails”. Joaquim continua saudoso do Acre e com muita vontade de rever sua terra e seus amigos. Bem que a Fundação Cultural poderia promover o lançamento de seu segundo livro por aqui. (Elson Martins) Receita cancela CPFs A Receita Federal anunciou o cancelamento de 7,838 milhões de CPFs (Cadastro de Pessoa Física) por falta de apresentação das declarações de Imposto de Renda ou de isento por dois anos consecutivos - no caso, 2002 e 2003. Além disso, a Receita também colocou outros 17,253 milhões de CPFs como pendentes de regularização - ou seja, aqueles que cujas declarações do IR ou de isento não foram enviadas à Receita em 2003 e que poderão ser cancelados em caso de nova omissão neste ano. Para saber se seu CPF está cancelado ou pendente, basta entrar no site da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) e fornecer o número do documento. O órgão informará em segundos se o CPF continua válido. Quem teve o CPF cancelado fica impedido de abrir conta bancária, pedir crediário, tirar passaporte, participar de concurso público, receber prêmio de loteria, constituir empresa ou ainda ser parte em transações nos cartórios. O objetivo da Receita ao cancelar CPFs é coibir a utilização de documentos falsos ou de pessoas já mortas para fins ilícitos. Os dados são repassados ao departamento de fiscalização do órgão. Além dos CPFs cancelados neste ano, a Receita já havia invalidado mais de 10 milhões em 2003. No total, o órgão já desativou 42,607 milhões de documentos. Outros 83,474 milhões são considerados regulares. Novos professores O 24° Curso de Formação de Professores Indígenas, realizado pela Comissão Pró-Índio (CPI), entra em sua fase final no Centro de Formação dos Povos da Floresta. O evento, que teve início no dia 19 de janeiro, deverá se estender até o final deste mês, com a qualificação de 18 educadores de nível médio que já vinham atuando em suas comunidades de origem, entre elas Kaxinawa, Machineri, Apurinã, Shawadagawa, Ashaninka, Jaminawa, Katukina e Jawanawa. Todas as disciplinas, segundo a coordenadora do Setor de Educação da CPI, Malu Uchôa, são tratadas de um modo que estejam inseridas na realidade dos povos, ou seja, as informações partem de seus próprios conhecimentos, criando assim uma relação da história da cultura de suas comunidades com o Estado e o país. A partir desse curso os profissionais indígenas estarão mais preparados inclusive para dialogar com as lideranças de suas aldeias e irmãos das demais etnia. Paralelo a esse, a Comissão Pró-Índio também realiza o V Curso de Formação Continuada, voltado para outro grupo de professores. Esse já formado no magistério indígena. O segundo grupo trabalhou na semana passada na criação do material didático de língua portuguesa que inclui entre outros assuntos, gestão ambiental e saúde nas salas de aula. Atualmente eles trabalham na elaboração de um projeto de pesquisa voltado para tema: “O que é a educação indígena diferenciada nas escolas dos povos”. O grupo conta ainda com o apoio técnico e formação curricular de profissionais da Unicamp, USP e Ufac. Esses formandos também vão reforçar o trabalho de educação nas aldeias e favorecer os povos que durante muito tempo sofreram com a distância e o isolamento. Malu Uchôa disse que as comunidades indígenas estão tendo mais motivação ao intercâmbio a partir da descoberta da importância de seu papel na compreensão das leis às quais estão inseridas. Isso vale também para a política de governo e relação com suas lideranças. (Val Sales) Corrigindo Erramos ao colocar na matéria intitulada “Uma nova era de qualidade na educação”, publicada na página 5 do jornal do último domingo, que o total de professores formados pela Universidade Federal do Acre (Ufac), através do programa de incentivo do governo do Estado, seria de 1,4 mil. Na verdade, serão ao todo 4,5 mil formandos. |
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